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quinta-feira, 5 de setembro de 2013
terça-feira, 20 de agosto de 2013
quarta-feira, 22 de maio de 2013
Biografia resumida de Chico Xavier
Francisco Cândido Xavier, mais conhecido por Chico Xavier, é considerado
o médium do século e o maior psicógrafo de todos os tempos.
Nascido em Pedro Leopoldo, pequena cidade do estado de Minas Gerais, no dia 02 de Abril de 1910, era filho de um operário pobre e inculto, João Cândido Xavier, e de uma lavadeira chamada Maria João de Deus, falecida em 1915, quando o filhinho contava apenas cinco anos de idade.
Passando por dificuldades seu pai entregou alguns de seus nove filhos aos cuidados de amigos e parentes, ficando Chico Xavier aos cuidados de sua madrinha.
Ainda menino aprendeu a se manter calmo e calado em momentos de sofrimento, pois sofria constantes maus-tratos de sua madrinha, e era nestes momentos que se dirigia ao quintal da casa a fim de reencontrar sua mãe, a qual ele sempre via e escutava após fazer orações.
Algum tempo depois seu pai se casou novamente com uma mulher boa e caridosa. Ainda em dificuldade sua madrasta iniciou uma horta em casa para ajudar no sustento da família, e tão logo começaram a vender os legumes Chico Xavier voltou a freqüentar a escola em 1919.
Porém, quando todas as pessoas da casa saiam, uma vizinha começou a roubar os legumes da horta, causando problemas para a família de Chico. Sua madrasta então sugeriu que Chico consultasse sua mãe que deu o seguinte conselho: disse que não deveriam brigar com os vizinhos e que toda vez que sua madrasta se ausentasse, que desse a chave de casa à vizinha, para que ela tomasse conta da casa. Dessa forma, a vizinha, responsável pela casa, não roubou mais os legumes.
Passado os problemas, Chico não via mais sua mãe com tanta freqüência, mas começou a ter sonhos e se levantava durante a noite para falar com pessoas invisíveis, e pela manhã contava histórias de pessoas que já haviam morrido. Sem que conseguisse compreender, seu pai o levou até um vigário, que disse que um demônio estava perturbando o menino.
Ao conversar com sua mãe, triste por não ser compreendido por ninguém, escutou dela que precisava modificar seus pensamentos, que não deveria ser uma criança indisciplinada, para não ganhar antipatia dos outros. Deveria aprender a se calar e que, quando se lembrasse de alguma lição ou experiência recebida em sonho, que ficasse em silêncio.
Assim, durante sete anos consecutivos, de 1920 a 1927, ele não teve mais qualquer contato com sua mãe. Seguia a religião católica participando dos ritos. Em 1923 concluiu o ensino primário, e começou a trabalhar numa fábrica. Em 1925 deixou a fábrica, empregando-se na venda do Sr. José Felizardo Sobrinho.
Os sonhos continuavam e logo depois de dormir entrava em transe profundo. Porém, em maio de 1927, sua irmã ficou doente e um casal de espíritas reunidos com familiares da doente realizou a primeira sessão espírita no lar dos Xavier. Na mesa, dois livros: "O Evangelho Segundo o Espiritismo" e o "O Livro dos Espíritos", de Allan Kardec. Pela mediunidade de D. Carmem, sua mãe manifestou-se: "Meu filho, eis que nos achamos juntos novamente. Os livros à nossa frente são dois tesouros de luz. Estude-os, cumpra com seus deveres e, em breve, a bondade divina nos permitirá mostrar a você seus novos caminhos."
Em junho do mesmo ano foi cogitada a fundação de um núcleo doutrinário. E no final de 1927 foi fundado o Centro Espírita Luiz Gonzaga, sediado na residência de José Cândido Xavier onde as reuniões se realizavam as segundas e sextas-feiras.
No dia 08 de julho de 1927, Chico Xavier fez a primeira atuação no serviço mediúnico em público, e em 1931, passou a receber as primeiras poesias de "Parnaso de Além - Túmulo", que foi lançado em julho de 1932.
Em 1931, manifesta-se pela primeira vez o venerando espírito Emmanuel que foi o seu protetor espiritual. Entre as várias obras mediúnicas enviadas por Emmanuel, destacam-se cinco romances baseados em fatos verídicos: “Há 2.000 anos...”, “50 anos depois”, “Ave Cristo”, “Renúncia” e “Paulo e Estevão”.
Em 1938, é publicado o profético e discutido "Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho", de autoria do Espírito Humberto de Campos.
Em 1943, surge uma nova entidade espiritual, assinando suas obras com o pseudônimo de André Luiz, responsável por uma magnífica coleção de onze livros, iniciada com a obra “Nosso Lar”.
Em parceria com o também médium Waldo Vieira, psicografou dezessete obras.
Além da psicografia, também exerceu mediunidade de psicofonia, vidência, audiência, receitista, entre outras práticas.
Em 5 de janeiro de 1959, por motivos de saúde e sob orientação médica e dos Benfeitores Espirituais, Chico Xavier foi residir em Uberaba – MG, onde prosseguiu as atividades mediúnicas em reuniões públicas na Comunhão Espírita Cristã.
Foi nesta mesma época que teve início também à famosa peregrinação aos sábados. Quando o bondoso médium, saindo da "Comunhão Espírita-Cristã", visitava alguns lares carentes, levando-lhes a alegria de sua presença amiga, acompanhado por grande número de pessoas.
Seu trabalho sempre consistiu na divulgação doutrinária e em tarefas assistenciais, aliadas ao evangélico serviço do esclarecimento e reconforto pessoais aos que o procuravam.
Em quase setenta e cinco anos de mediunato, Chico Xavier foi intermediário de cerca de 412 livros, sendo que os direitos autorais
dessas publicações sempre foram cedidos gratuitamente, às editoras espíritas ou a entidades assistenciais.
Quanto à fortuna material, ele continuou tão pobre quanto era. Chico era um homem aposentado e recebia somente os proventos de sua aposentadoria. Mas, sem dúvida, do ponto de vista espiritual, Chico Xavier era a cada dia um homem mais rico, pois multiplicou os talentos que o Senhor lhe confiou, através de seu trabalho, de sua perseverança e de sua humildade em serviço.
Mesmo com a saúde debilitada, Chico Xavier prosseguiu na sua condição de um autêntico missionário de Jesus, continuando a comparecer às reuniões do Grupo Espírita da Prece, até que no dia 30 de junho de 2002, em Uberaba, Minas Gerais, Chico Xavier desencarnou.
Nascido em Pedro Leopoldo, pequena cidade do estado de Minas Gerais, no dia 02 de Abril de 1910, era filho de um operário pobre e inculto, João Cândido Xavier, e de uma lavadeira chamada Maria João de Deus, falecida em 1915, quando o filhinho contava apenas cinco anos de idade.
Passando por dificuldades seu pai entregou alguns de seus nove filhos aos cuidados de amigos e parentes, ficando Chico Xavier aos cuidados de sua madrinha.
Ainda menino aprendeu a se manter calmo e calado em momentos de sofrimento, pois sofria constantes maus-tratos de sua madrinha, e era nestes momentos que se dirigia ao quintal da casa a fim de reencontrar sua mãe, a qual ele sempre via e escutava após fazer orações.
Algum tempo depois seu pai se casou novamente com uma mulher boa e caridosa. Ainda em dificuldade sua madrasta iniciou uma horta em casa para ajudar no sustento da família, e tão logo começaram a vender os legumes Chico Xavier voltou a freqüentar a escola em 1919.
Porém, quando todas as pessoas da casa saiam, uma vizinha começou a roubar os legumes da horta, causando problemas para a família de Chico. Sua madrasta então sugeriu que Chico consultasse sua mãe que deu o seguinte conselho: disse que não deveriam brigar com os vizinhos e que toda vez que sua madrasta se ausentasse, que desse a chave de casa à vizinha, para que ela tomasse conta da casa. Dessa forma, a vizinha, responsável pela casa, não roubou mais os legumes.
Passado os problemas, Chico não via mais sua mãe com tanta freqüência, mas começou a ter sonhos e se levantava durante a noite para falar com pessoas invisíveis, e pela manhã contava histórias de pessoas que já haviam morrido. Sem que conseguisse compreender, seu pai o levou até um vigário, que disse que um demônio estava perturbando o menino.
Ao conversar com sua mãe, triste por não ser compreendido por ninguém, escutou dela que precisava modificar seus pensamentos, que não deveria ser uma criança indisciplinada, para não ganhar antipatia dos outros. Deveria aprender a se calar e que, quando se lembrasse de alguma lição ou experiência recebida em sonho, que ficasse em silêncio.
Assim, durante sete anos consecutivos, de 1920 a 1927, ele não teve mais qualquer contato com sua mãe. Seguia a religião católica participando dos ritos. Em 1923 concluiu o ensino primário, e começou a trabalhar numa fábrica. Em 1925 deixou a fábrica, empregando-se na venda do Sr. José Felizardo Sobrinho.
Os sonhos continuavam e logo depois de dormir entrava em transe profundo. Porém, em maio de 1927, sua irmã ficou doente e um casal de espíritas reunidos com familiares da doente realizou a primeira sessão espírita no lar dos Xavier. Na mesa, dois livros: "O Evangelho Segundo o Espiritismo" e o "O Livro dos Espíritos", de Allan Kardec. Pela mediunidade de D. Carmem, sua mãe manifestou-se: "Meu filho, eis que nos achamos juntos novamente. Os livros à nossa frente são dois tesouros de luz. Estude-os, cumpra com seus deveres e, em breve, a bondade divina nos permitirá mostrar a você seus novos caminhos."
Em junho do mesmo ano foi cogitada a fundação de um núcleo doutrinário. E no final de 1927 foi fundado o Centro Espírita Luiz Gonzaga, sediado na residência de José Cândido Xavier onde as reuniões se realizavam as segundas e sextas-feiras.
No dia 08 de julho de 1927, Chico Xavier fez a primeira atuação no serviço mediúnico em público, e em 1931, passou a receber as primeiras poesias de "Parnaso de Além - Túmulo", que foi lançado em julho de 1932.
Em 1931, manifesta-se pela primeira vez o venerando espírito Emmanuel que foi o seu protetor espiritual. Entre as várias obras mediúnicas enviadas por Emmanuel, destacam-se cinco romances baseados em fatos verídicos: “Há 2.000 anos...”, “50 anos depois”, “Ave Cristo”, “Renúncia” e “Paulo e Estevão”.
Em 1938, é publicado o profético e discutido "Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho", de autoria do Espírito Humberto de Campos.
Em 1943, surge uma nova entidade espiritual, assinando suas obras com o pseudônimo de André Luiz, responsável por uma magnífica coleção de onze livros, iniciada com a obra “Nosso Lar”.
Em parceria com o também médium Waldo Vieira, psicografou dezessete obras.
Além da psicografia, também exerceu mediunidade de psicofonia, vidência, audiência, receitista, entre outras práticas.
Em 5 de janeiro de 1959, por motivos de saúde e sob orientação médica e dos Benfeitores Espirituais, Chico Xavier foi residir em Uberaba – MG, onde prosseguiu as atividades mediúnicas em reuniões públicas na Comunhão Espírita Cristã.
Foi nesta mesma época que teve início também à famosa peregrinação aos sábados. Quando o bondoso médium, saindo da "Comunhão Espírita-Cristã", visitava alguns lares carentes, levando-lhes a alegria de sua presença amiga, acompanhado por grande número de pessoas.
Seu trabalho sempre consistiu na divulgação doutrinária e em tarefas assistenciais, aliadas ao evangélico serviço do esclarecimento e reconforto pessoais aos que o procuravam.
Em quase setenta e cinco anos de mediunato, Chico Xavier foi intermediário de cerca de 412 livros, sendo que os direitos autorais
Quanto à fortuna material, ele continuou tão pobre quanto era. Chico era um homem aposentado e recebia somente os proventos de sua aposentadoria. Mas, sem dúvida, do ponto de vista espiritual, Chico Xavier era a cada dia um homem mais rico, pois multiplicou os talentos que o Senhor lhe confiou, através de seu trabalho, de sua perseverança e de sua humildade em serviço.
Mesmo com a saúde debilitada, Chico Xavier prosseguiu na sua condição de um autêntico missionário de Jesus, continuando a comparecer às reuniões do Grupo Espírita da Prece, até que no dia 30 de junho de 2002, em Uberaba, Minas Gerais, Chico Xavier desencarnou.
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
A Morfologia do Espírito
A que diretrizes obedecem as entidades desencarnadas para se apresentarem morfologicamente?As linhas morfológicas das entidades desencarnadas, no conjunto social a que se integram, são comumente aquelas que trouxeram do mundo, a evoluírem, contudo, constantemente para melhor apresentação, toda vez que esse conjunto social se demore em esfera de sentimentos elevados.
A forma individual em si obedece ao reflexo mental dominante, notadamente no que se reporta ao sexo, mantendo-se a criatura com os distintivos psicossomáticos de homem ou de mulher, segundo a vida íntima, através da qual se mostra com qualidades espirituais acentuadamente ativas ou passivas. Fácil observar, assim, que a desencarnação libera todos os Espíritos de feição masculina ou feminina que estejam na reencarnação em condição inversiva atendendo a provação necessária ou a tarefa específica, porquanto, fora do arcabouço físico, a mente se exterioriza no veículo espiritual com admirável precisão de controle espontâneo sobre as células sutis que o constituem.
Nota do autor Espiritual - Devemos esclarecer que essas ocorrências para efeito de responsabilidade cármica e identificação pessoal respeitam, via de regra, a ficha individual da existência última vivida pela personalidade na Terra, situação que perdura até novo estágio evolutivo que se processa, seja na reencarnação, seja na promoção a mais alto nível de sublimação e serviço.
Ainda assim, releva observar que se o progresso mental não é positivamente acentuado, mantém a personalidade desencarnada, nos planos inferiores, por tempo indefinível, a plástica que lhe era própria entre os homens. E, nos planos relativamente superiores, sofre processos de metamorfose, mais lentos ou mais rápidos, conforme as suas disposições íntimas.
Se a alma desenleada do envoltório físico foi transferida para a moradia espiritual, em adiantada senectude, gastará algum tempo para desfazer-se dos sinais de ancianidade corpórea, se deseja remoçar o próprio aspecto, e, na hipótese de haver partido da Terra, na juventude primeira, deverá igualmente esperar que o tempo a auxilie, caso se proponha a obtenção de traços da madureza.
Cabe, entretanto, considerar que isso ocorre apenas com os Espíritos, aliás, em maioria esmagadora, que ainda não dispõem de bastante aperfeiçoamento moral e intelectual, pois quanto mais elevado se lhes descortine o degrau de progresso, mais amplo se lhes revela o poder plástico sobre as células que lhes entretecem o instrumento de manifestação. Em alto nível, a Inteligência opera em minutos certas alterações que as entidades de cultura mediana gastam, por vezes, alguns anos a efetuar.
Temos também nas sociedades respeitáveis da Espiritualidade aqueles companheiros que, depois de estágios depurativos, se elevam até elas, por intercessões afetivas ou merecimentos próprios, carregando, porém, consigo, determinadas marcas deprimentes, como sejam mutilações que os desfiguram, inibições ou moléstias que se denunciam na psicosfera que os envolve, ou distintivos outros menos dignos, como remanescentes de circuitos mentais dos remorsos que padeceram, a se lhes concentrarem, desequilibrados, sobre certas zonas do corpo espiritual, mas, em todos esses casos, as entidades em lide ali se encontram, habitualmente, por períodos limitados de reeducação e refazimento, para regressarem, a tempo breve, no rumo das sendas de saneamento e resgate nas reencarnações redentoras.
por Marlon Santos
de CVDEE
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
A Evolução dos Espíritos
No tocante às
qualidades íntimas, os Espíritos são de diferentes ordens, ou
graus, pelos quais vão passando sucessivamente, à medida que se
purificam. Com relação ao estado em que se acham, podem ser:
encarnados, isto é, ligados a um corpo; errantes, isto é, sem
corpo material e aguardando nova encarnação para se melhorarem;
Espíritos puros, isto é, perfeitos não precisando mais de
encarnação.
Na erraticidade,
os Espíritos estudam e procuram meios de elevar-se. Vêem,
observam o que ocorre nos lugares aonde vão; ouvem os discursos
dos homens doutos e os conselhos dos Espíritos mais elevados e
tudo isso lhes incute ideias que antes não tinham.
O Espírito
progride e pode melhorar-se muito, tais sejam a vontade e o
desejo que tenha de consegui-lo. Todavia, na existência corporal
é que põe em prática as ideias que adquiriu.
A curta duração da
vida da criança pode representar, para o Espírito que a animava,
o complemento de existência precedentemente interrompida antes
do momento em que devera terminar, e sua morte, também, não
raro, constitui provação ou expiação para os pais.
Síntese do
Assunto:
Separado do corpo
físico, pela desencarnação, o Espírito, na maioria das vezes,
reencarna depois de intervalos mais ou menos longos. Esses
intervalos podem durar de algumas horas a alguns milhares de
séculos, não existindo, neste sentido, limite determinado. Podem
prolongar-se por muito tempo, mas nunca são perpétuos. Nesses
intervalos, fica no estado de Espírito errante, estado em que
espera nova reencarnação, aspirando a novo destino.
O fato de estar
desencarnado, porém, não coloca o Espírito, obrigatoriamente, na
condição de errante. Errante só o é o que necessita de nova
encarnação para melhorar-se. O Espírito que não precisa mais
encarnar já está no estado de Espírito puro. Assim, quanto ao
estado em que se encontrem, os Espíritos podem ser: 1)
encarnados, que estão ligados a um corpo físico; 2) errantes,
que estão aguardando nova encarnação; e, 3) puros, que estão
desligados da matéria e sem necessidade de nova encarnação, já
que chegaram à perfeição.
Convém destacar
que o estado de erraticidade não é, por si só, sinal de
inferioridade dos Espíritos, uma vez que há Espíritos errantes
de todos os graus. A reencarnação é um estado transitório, já
que o estado normal é quando está liberto da matéria.
Nesse estado de
erraticidade, os espíritos não ficam inertes: estudam, observam,
buscam informações que lhes enriqueçam o conhecimento das
coisas, procurando o melhor meio de se elevarem. Como observa
Léon Denis: “O ensino dos Espíritos sobre a vida de além-túmulo
faz-nos saber que no espaço não há lugar algum destinado à
contemplação estéril, à beatitude ociosa. Todas as regiões do
espaço estão povoadas por Espíritos laboriosos”.
Assim, na condição
de errante, o Espírito pode melhorar-se muito, conquistando
novos conhecimentos, dependendo isso, naturalmente, de sua maior
ou menor vontade. Todavia, será na condição de espírito
encarnado que terá oportunidade de colocar em pratica as idéias
quem adquiriu e realizar, efetivamente, o progresso que está
buscando.
Gabriel Delanne
nos lembra: “Os Espíritos são os próprios construtores do seu
futuro conforme o ensino do Cristo: A cada um segundo as suas
obras. Todo Espírito que ficar demorado em seu progresso somente
de si próprio deverá queixar-se, do mesmo modo que aquele que se
adiantar tem todo o mérito do seu procedimento: a felicidade que
ele conquistou tem por esse fato mais valor aos seus olhos”.
A vida normal do
Espírito efetua-se no espaço, mas a encarnação opera-se numa das
terras que povoam o infinito; esta é necessária ao seu duplo
progresso, moral e intelectual: ao progresso intelectual pela
atividade que ele é obrigado a desenvolver no trabalho; ao
progresso moral, pela necessidade que os homens têm uns dos
outros. A vida social é a pedra de toque das boas ou das más
qualidades.
Como explicar,
entretanto, a situação da criança cuja vida material se
interrompe? E por que esse fato ocorre?
Tal acontece com o
de um adulto, o Espírito de uma criança que morre em tenra idade
volta ao mundo dos Espíritos. E, às vezes, é bem mais adiantado
e bem mais experiente que o de um adulto, já que pode ter
progredido em encarnações passadas.
A curta duração da
vida da criança pode representar, para o Espírito que a animava,
o complemento de existência precedentemente interrompida antes
do momento em que devera terminar, e sua morte, também não raro,
constitui provação ou expiação para os pais.
O Espírito cuja
existência se interrompeu no período da infância recomeça uma
nova existência. Se uma única existência tivesse o homem e se,
extinguindo-se-lhe ela, sua sorte ficasse decidida para a
eternidade, qual seria o mérito de metade do gênero humano, da
que morre na infância, para gozar, sem esforços, da felicidade
eterna e com que direito se acharia isenta das condições, às
vezes tão duras, a que se vê submetida a outra metade?
Semelhante ordem de coisas não corresponderia à justiça de Deus.
Com a reencarnação, a igualdade é real para todos.
Com a experiência
vivida pelo Espírito da criança, os seus pais são também
provados em sua compreensão para com a vida ou, então, resgatam
débitos que assumiram no passado.
Compreendemos,
assim que “O Universo inteiro evolui. Como os mundos, os
Espíritos prosseguem seu curso eterno, arrastados para um estado
superior, entregues a ocupações diversas. Progressos a realizar,
ciência a adquirir, dor a sufocar, remorsos a acalmar, amor,
expiação, devotamento, sacrifício, todas essas forças, todas
essas coisas os estimulam, os aguilhoam, os precipitam na obra;
e, nessa imensidade sem limites, reinam incessantemente o
movimento e a vida. A imobilidade e a inação é o retrocesso, é a
morte. Sob o impulso da grande lei, seres e mundos, almas e
sóis, tudo gravita e move-se na órbita gigantesca traçada pela
vontade divina.
por Marlon Santos
de O Mensageiro
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
As Vestes dos Espíritos
Muitos Espíritos utilizam como vestimenta uma simples túnica
1. Os depoimentos
dos médiuns videntes
são concordantes no
fato de que os
Espíritos são
geralmente vistos
envergando uma
vestimenta qualquer.
Em alguns casos, os
trajes dos Espíritos
apresentam grande
riqueza de detalhes,
feitios variados e
coloridos
surpreendentes.
2. Alguns se
apresentam trajados
com roupas de época
ou vestimentas
típicas, com adornos
característicos de
algum período
histórico. Os
videntes têm
registrado, a
respeito desse fato,
os mais variados
tipos de roupas, que
lembram desde os
tecidos leves,
esvoaçantes,
rendados, até os
pesados ou
grosseiros. Túnicas
de cores
diversificadas,
calças, camisas,
paletós, coletes,
gravatas, saias
curtas ou compridas,
blusas, casacos,
uniformes,
indumentárias ricas,
modernas e antigas,
roupas modestas,
pobres e mesmo
andrajosas ou
esfarrapadas – eis o
que os médiuns têm
referido sobre o
assunto.
3. Algumas
vestimentas
descritas pelos
videntes primam pelo
estampado de cores
vivas, como se dá
com os Espíritos que
se apresentam sob a
aparência de
ciganos, os quais
exibem, ainda,
colares, brincos bem
grandes e pulseiras.
Outros se apresentam
fardados, ostentando
armaduras, capacetes
e até mesmo armas,
enquanto há os que
ocultam a cabeça com
um capuz.
4. Entre os trajes
observados,
verifica-se, porém,
que o mais comum é a
túnica. Tal é o caso
de Espíritos
plenamente
espiritualizados,
como Adolfo Bezerra
de Menezes e
Bittencourt Sampaio,
que Yvonne A.
Pereira já viu
envergando longa
túnica vaporosa,
nívea, cintilante,
levemente esbatida
de azul, como a
notável médium
descreve em seu
livro Devassando
o Invisível, pp.
51 a 55.
Há Espíritos que são
observados
inteiramente
despidos
5. Como Yvonne
Pereira relata na
citada obra, os
Espíritos se
mostram, com
freqüência, trajados
como o faziam quando
encarnados. Os que
foram homens
apresentam-se com o
terno costumeiro; as
mulheres se exibem
com os vestidos de
uso habitual. Poucos
se mostram com roupa
semelhante à que
usavam quando do
sepultamento de seu
corpo físico.
6. Alguns Espíritos
– acrescenta Yvonne
– podem ser
observados
inteiramente
despidos. É o que
ocorre com aqueles
que foram homens e
mulheres de baixa
condição moral que
se arrastaram em
existências
consagradas aos
excessos carnais e à
devassidão dos
costumes, e que, por
isso, podem aparecer
desnudos diante dos
médiuns videntes,
revelando até mesmo,
em cenas deprimentes
– que lhes foram
habituais no estado
de encarnados – a
degradação mental em
que ainda
permanecem.
7. Uma questão que
se impõe, no assunto
em foco, é saber
onde os Espíritos
conseguem suas
roupas e
complementos. Kardec
trata do tema em
duas obras – O
Livro dos Médiuns
e A Gênese –,
em que explica que
os Espíritos
manipulam os fluidos
espirituais por meio
do pensamento e da
vontade. Com a ação
do pensamento, eles
imprimem àqueles
fluidos tal ou qual
direção e os
aglomeram, combinam
ou dispersam,
organizando
conjuntos que
apresentam uma
aparência, uma
forma, uma coloração
determinadas.
8. Os fluidos
espirituais são, por
conseguinte, o
elemento do mundo
espiritual, de que
extraem substâncias
para os mais
diversos fins. É com
o auxílio desse
princípio material
que o perispírito
reveste-se de
vestuários
semelhantes aos que
o Espírito usava
quando encarnado.
A veste fluídica
indica a
superioridade do
Espírito
9. Há Espíritos,
contudo, que se
percebem vestidos e
não têm a menor
idéia de como isto
se dá, ou seja, eles
nem sempre têm
conhecimento de como
suas vestes são
formadas. Concorrem,
assim, para a sua
formação agindo
instintivamente.
Yvonne A. Pereira
dá, a propósito
disso, um depoimento
interessante em seu
livro Devassando
o Invisível,
em que descreve o
caso Joaquim Pires,
que se apresentou à
sua visão trajando
uma roupa em que
havia terra, ou
melhor, impressões
da porção de terra
em que fora
sepultado. Joaquim
Pires fora suicida
na última
existência.
10. Como regra, os
Espíritos se trajam
e modificam a
aparência das vestes
que usam conforme
lhes apraz, exclusão
feita de alguns
muito inferiores,
como os criminosos e
os obsessores de
ínfima condição
moral, cuja mente
não possui vibrações
à altura de efetuar
a operação plástica
requerida. Eis por
que a aparência
destes últimos
costuma ser chocante
para o vidente, pela
fealdade ou
simplesmente pela
pobreza das formas,
visto que se
apresentam cobertos
de andrajos e
farrapos, como que
empapados de lama ou
embuçados em longos
sudários negros, com
mantos ou capas a
envolver-lhes os
ombros e a cabeça.
11. Ensina Léon
Denis no seu livro
Depois da Morte
que a veste fluídica
denuncia a
superioridade ou a
inferioridade do
Espírito. É como um
invólucro formado
pelos seus méritos e
pelas qualidades
adquiridas na
sucessão de suas
existências.
12. Opaca e sombria
na alma inferior,
seu alvor aumenta de
acordo com os
progressos
realizados,
tornando-se cada vez
mais pura. Brilhante
no Espírito elevado,
ela chega, nas almas
superiores, a
ofuscar os outros
Espíritos.
Marlon Santos
por O Consolador
terça-feira, 27 de novembro de 2012
Como se deslocam os Espíritos
As questões que sucedem a de número 88
até a de número 91 tratam da maneira com que os Espíritos
se movem de um lugar para o outro
89. Os Espíritos gastam algum tempo para percorrer
o espaço?
“Sim, mas fazem-no com a rapidez do pensamento”.
Dizer que algo se move com a rapidez do pensamento é
o mesmo, para efeitos práticos, que falar de deslocamento instantâneo.
O que sabemos, no entanto, pelas obras de André Luiz, particularmente,
mas por outras também, é que os Espíritos se movem
com velocidades diversas, desde o deslocamento lento e pesado dos Espíritos
perturbados ao volitar veloz e gracioso dos Espíritos Bons trabalhadores
da espiritualidade.
Teriam os Espíritos esquecido essa realidade?
Veremos que não.
Os Espíritos perturbados têm seus pensamentos
confusos, força de vontade embotada pela sua baixa auto-estima
e encontram-se desprovidos de fé. Assim, podemos induzir que
a rapidez do pensamento deles é baixa, quase nula. À medida
que o Espírito vai evoluindo, seus pensamentos ficam mais coerentes,
ao passo que aumenta sua força de vontade e sua fé se
torna raciocinada e firme. Desse modo, podemos entender que a rapidez
de seu pensamento e, por analogia, de seu próprio deslocamento,
vai crescendo à medida que ele evolui, até que, alcançado
o estado de Espírito Puro, ele passa a se deslocar de forma quase
instantânea de um lugar a outro.
89a) - O pensamento não é a própria
alma que se transporta?
“Quando o pensamento está em alguma parte,
a alma também aí está, pois que é a alma
quem pensa. O pensamento é um atributo.”
A pergunta de Kardec nos parece hoje algo estranha.
Talvez o Codificador estivesse pensando em “mente” quando
disse “pensamento”. Do modo que ele perguntou, a resposta
dos Espíritos não podia ter sido diferente. Pensamento
é um atributo do Espírito e não pode, portanto,
ser confundido com ele. No entanto, o pensamento também é
um atributo da mente. Ficamos sem saber qual teria sido a resposta,
neste caso.
90. O Espírito que se transporta de um lugar
a outro tem consciência da distância que percorre e dos
espaços que atravessa, ou é subitamente transportado ao
lugar onde quer ir?
“Dá-se uma e outra coisa. O Espírito
pode perfeitamente, se o quiser, inteirar-se da distância que
percorre, mas também essa distância pode desaparecer completamente,
dependendo isso da sua vontade, bem como da sua natureza mais ou menos
depurada”.
A resposta é perfeitamente clara. Se o Espírito
possui o devido adiantamento que lhe permita vencer grandes distâncias
de forma instantânea, não há porque ele se dê
conta de tais distâncias se tal não for necessário.
Pensemos em uma analogia simples. Se eu percorro 12 km a pé,
eu sinto em meu corpo, nos meus pés, nos meus pulmões,
na minha boca seca, o efeito do percurso, o que me torna impossível
deixar de avaliar a distância percorrida. Suponhamos, agora, que
um avião a bordo do qual eu esteja percorra os mesmo 12 km em
velocidade supersônica. Será que eu, confortavelmente sentado
a bordo, tomando uma bebida gelada, lendo uma revista ou assistindo
a um filme, me darei conta de que saí do lugar?
É bom ter em mente, entretanto, que, do mesmo
modo que ocorre com o passageiro do avião, o fato de não
sentir o efeito do percurso não faz com que o Espírito
seja impedido de conhecê-lo, caso isso lhe seja importante.
91. A matéria opõe obstáculo ao
Espírito?
"Nenhum; eles passam através de tudo. O ar, a terra, as águas e até mesmo o fogo lhes são igualmente acessíveis."
O Espírito desencarnado, em princípio,
é capaz de passar através de tudo. Ocorre, no entanto,
que Espíritos perturbados podem se crer incapazes de transpor
certas barreiras materiais, o que os leva a tentar contorná-las.
É baseado nesse fato que os Espíritos arraigados no mal
constroem prisões e fortalezas ideoplásticas nas dimensões
espirituais de modo a submeter outros Espíritos de que se servem
para seus propósitos escusos. "Nenhum; eles passam através de tudo. O ar, a terra, as águas e até mesmo o fogo lhes são igualmente acessíveis."
Marlon Santos
por pesquisa de Renato Costa
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