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quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

A Morfologia do Espírito

 A que diretrizes obedecem as entidades desencarnadas para se apresentarem morfologicamente?


  As linhas morfológicas das entidades desencarnadas, no conjunto social a que se integram, são comumente aquelas que trouxeram do mundo, a evoluírem, contudo, constantemente para melhor apresentação, toda vez que esse conjunto social se demore em esfera de sentimentos elevados.

A forma individual em si obedece ao reflexo mental dominante, notadamente no que se reporta ao sexo, mantendo-se a criatura com os distintivos psicossomáticos de homem ou de mulher, segundo a vida íntima, através da qual se mostra com qualidades espirituais acentuadamente ativas ou passivas. Fácil observar, assim, que a desencarnação libera todos os Espíritos de feição masculina ou feminina que estejam na reencarnação em condição inversiva atendendo a provação necessária ou a tarefa específica, porquanto, fora do arcabouço físico, a mente se exterioriza no veículo espiritual com admirável precisão de controle espontâneo sobre as células sutis que o constituem.



Nota do autor Espiritual - Devemos esclarecer que essas ocorrências para efeito de responsabilidade cármica e identificação pessoal respeitam, via de regra, a ficha individual da existência última vivida pela personalidade na Terra, situação que perdura até novo estágio evolutivo que se processa, seja na reencarnação, seja na promoção a mais alto nível de sublimação e serviço.



Ainda assim, releva observar que se o progresso mental não é positivamente acentuado, mantém a personalidade desencarnada, nos planos inferiores, por tempo indefinível, a plástica que lhe era própria entre os homens. E, nos planos relativamente superiores, sofre processos de metamorfose, mais lentos ou mais rápidos, conforme as suas disposições íntimas.

Se a alma desenleada do envoltório físico foi transferida para a moradia espiritual, em adiantada senectude, gastará algum tempo para desfazer-se dos sinais de ancianidade corpórea, se deseja remoçar o próprio aspecto, e, na hipótese de haver partido da Terra, na juventude primeira, deverá igualmente esperar que o tempo a auxilie, caso se proponha a obtenção de traços da madureza.

Cabe, entretanto, considerar que isso ocorre apenas com os Espíritos, aliás, em maioria esmagadora, que ainda não dispõem de bastante aperfeiçoamento moral e intelectual, pois quanto mais elevado se lhes descortine o degrau de progresso, mais amplo se lhes revela o poder plástico sobre as células que lhes entretecem o instrumento de manifestação. Em alto nível, a Inteligência opera em minutos certas alterações que as entidades de cultura mediana gastam, por vezes, alguns anos a efetuar.

Temos também nas sociedades respeitáveis da Espiritualidade aqueles companheiros que, depois de estágios depurativos, se elevam até elas, por intercessões afetivas ou merecimentos próprios, carregando, porém, consigo, determinadas marcas deprimentes, como sejam mutilações que os desfiguram, inibições ou moléstias que se denunciam na psicosfera que os envolve, ou distintivos outros menos dignos, como remanescentes de circuitos mentais dos remorsos que padeceram, a se lhes concentrarem, desequilibrados, sobre certas zonas do corpo espiritual, mas, em todos esses casos, as entidades em lide ali se encontram, habitualmente, por períodos limitados de reeducação e refazimento, para regressarem, a tempo breve, no rumo das sendas de saneamento e resgate nas reencarnações redentoras.
por Marlon Santos
de CVDEE

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

A Evolução dos Espíritos

No tocante às qualidades íntimas, os Espíritos são de diferentes ordens, ou graus, pelos quais vão passando sucessivamente, à medida que se purificam. Com relação ao estado em que se acham, podem ser: encarnados, isto é, ligados a um corpo; errantes, isto é, sem corpo material e aguardando nova encarnação para se melhorarem; Espíritos puros, isto é, perfeitos não precisando mais de encarnação.
Na erraticidade, os Espíritos estudam e procuram meios de elevar-se. Vêem, observam o que ocorre nos lugares aonde vão; ouvem os discursos dos homens doutos e os conselhos dos Espíritos mais elevados e tudo isso lhes incute ideias que antes não tinham.
O Espírito progride e pode melhorar-se muito, tais sejam a vontade e o desejo que tenha de consegui-lo. Todavia, na existência corporal é que põe em prática as ideias que adquiriu.
A curta duração da vida da criança pode representar, para o Espírito que a animava, o complemento de existência precedentemente interrompida antes do momento em que devera terminar, e sua morte, também, não raro, constitui provação ou expiação para os pais.
Síntese do Assunto:
Separado do corpo físico, pela desencarnação, o Espírito, na maioria das vezes, reencarna depois de intervalos mais ou menos longos. Esses intervalos podem durar de algumas horas a alguns milhares de séculos, não existindo, neste sentido, limite determinado. Podem prolongar-se por muito tempo, mas nunca são perpétuos. Nesses intervalos, fica no estado de Espírito errante, estado em que espera nova reencarnação, aspirando a novo destino.
O fato de estar desencarnado, porém, não coloca o Espírito, obrigatoriamente, na condição de errante. Errante só o é o que necessita de nova encarnação para melhorar-se. O Espírito que não precisa mais encarnar já está no estado de Espírito puro. Assim, quanto ao estado em que se encontrem, os Espíritos podem ser: 1) encarnados, que estão ligados a um corpo físico; 2) errantes, que estão aguardando nova encarnação; e, 3) puros, que estão desligados da matéria e sem necessidade de nova encarnação, já que chegaram à perfeição.
Convém destacar que o estado de erraticidade não é, por si só, sinal de inferioridade dos Espíritos, uma vez que há Espíritos errantes de todos os graus. A reencarnação é um estado transitório, já que o estado normal é quando está liberto da matéria.
Nesse estado de erraticidade, os espíritos não ficam inertes: estudam, observam, buscam informações que lhes enriqueçam o conhecimento das coisas, procurando o melhor meio de se elevarem. Como observa Léon Denis: “O ensino dos Espíritos sobre a vida de além-túmulo faz-nos saber que no espaço não há lugar algum destinado à contemplação estéril, à beatitude ociosa. Todas as regiões do espaço estão povoadas por Espíritos laboriosos”.
Assim, na condição de errante, o Espírito pode melhorar-se muito, conquistando novos conhecimentos, dependendo isso, naturalmente, de sua maior ou menor vontade. Todavia, será na condição de espírito encarnado que terá oportunidade de colocar em pratica as idéias quem adquiriu e realizar, efetivamente, o progresso que está buscando.
Gabriel Delanne nos lembra: “Os Espíritos são os próprios construtores do seu futuro conforme o ensino do Cristo: A cada um segundo as suas obras. Todo Espírito que ficar demorado em seu progresso somente de si próprio deverá queixar-se, do mesmo modo que aquele que se adiantar tem todo o mérito do seu procedimento: a felicidade que ele conquistou tem por esse fato mais valor aos seus olhos”.
A vida normal do Espírito efetua-se no espaço, mas a encarnação opera-se numa das terras que povoam o infinito; esta é necessária ao seu duplo progresso, moral e intelectual: ao progresso intelectual pela atividade que ele é obrigado a desenvolver no trabalho; ao progresso moral, pela necessidade que os homens têm uns dos outros. A vida social é a pedra de toque das boas ou das más qualidades.
Como explicar, entretanto, a situação da criança cuja vida material se interrompe? E por que esse fato ocorre?
Tal acontece com o de um adulto, o Espírito de uma criança que morre em tenra idade volta ao mundo dos Espíritos. E, às vezes, é bem mais adiantado e bem mais experiente que o de um adulto, já que pode ter progredido em encarnações passadas.
A curta duração da vida da criança pode representar, para o Espírito que a animava, o complemento de existência precedentemente interrompida antes do momento em que devera terminar, e sua morte, também não raro, constitui provação ou expiação para os pais.
O Espírito cuja existência se interrompeu no período da infância recomeça uma nova existência. Se uma única existência tivesse o homem e se, extinguindo-se-lhe ela, sua sorte ficasse decidida para a eternidade, qual seria o mérito de metade do gênero humano, da que morre na infância, para gozar, sem esforços, da felicidade eterna e com que direito se acharia isenta das condições, às vezes tão duras, a que se vê submetida a outra metade? Semelhante ordem de coisas não corresponderia à justiça de Deus. Com a reencarnação, a igualdade é real para todos.
Com a experiência vivida pelo Espírito da criança, os seus pais são também provados em sua compreensão para com a vida ou, então, resgatam débitos que assumiram no passado.
Compreendemos, assim que “O Universo inteiro evolui. Como os mundos, os Espíritos prosseguem seu curso eterno, arrastados para um estado superior, entregues a ocupações diversas. Progressos a realizar, ciência a adquirir, dor a sufocar, remorsos a acalmar, amor, expiação, devotamento, sacrifício, todas essas forças, todas essas coisas os estimulam, os aguilhoam, os precipitam na obra; e, nessa imensidade sem limites, reinam incessantemente o movimento e a vida. A imobilidade e a inação é o retrocesso, é a morte. Sob o impulso da grande lei, seres e mundos, almas e sóis, tudo gravita e move-se na órbita gigantesca traçada pela vontade divina.
por Marlon Santos
 de O Mensageiro

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

As Vestes dos Espíritos

Muitos Espíritos utilizam como vestimenta uma simples túnica 

1. Os depoimentos dos médiuns videntes são concordantes no fato de que os Espíritos são geralmente vistos envergando uma vestimenta qualquer. Em alguns casos, os trajes dos Espíritos apresentam grande riqueza de detalhes, feitios variados e coloridos surpreendentes.  
2. Alguns se apresentam trajados com roupas de época ou vestimentas típicas, com adornos característicos de algum período histórico. Os videntes têm registrado, a respeito desse fato, os mais variados tipos de roupas, que lembram desde os tecidos leves, esvoaçantes, rendados, até os pesados ou grosseiros. Túnicas de cores diversificadas, calças, camisas, paletós, coletes, gravatas, saias curtas ou compridas, blusas, casacos, uniformes, indumentárias ricas, modernas e antigas, roupas modestas, pobres e mesmo andrajosas ou esfarrapadas – eis o que os médiuns têm referido sobre o assunto.  
3. Algumas vestimentas descritas pelos videntes primam pelo estampado de cores vivas, como se dá com os Espíritos que se apresentam sob a aparência de ciganos, os quais exibem, ainda, colares, brincos bem grandes e pulseiras. Outros se apresentam fardados, ostentando armaduras, capacetes e até mesmo armas, enquanto há os que ocultam a cabeça com um capuz.  
4. Entre os trajes observados, verifica-se, porém, que o mais comum é a túnica. Tal é o caso de Espíritos plenamente espiritualizados, como Adolfo Bezerra de Menezes e Bittencourt Sampaio, que Yvonne A. Pereira já viu envergando longa túnica vaporosa, nívea, cintilante, levemente esbatida de azul, como a notável médium descreve em seu livro Devassando o Invisível, pp. 51 a 55.  
Há Espíritos que são observados inteiramente despidos 
5. Como Yvonne Pereira relata na citada obra, os Espíritos se mostram, com freqüência, trajados como o faziam quando encarnados. Os que foram homens apresentam-se com o terno costumeiro; as mulheres se exibem com os vestidos de uso habitual. Poucos se mostram com roupa semelhante à que usavam quando do sepultamento de seu corpo físico.   
6. Alguns Espíritos – acrescenta Yvonne – podem ser observados inteiramente despidos. É o que ocorre com aqueles que foram homens e mulheres de baixa condição moral que se arrastaram em existências consagradas aos excessos carnais e à devassidão dos costumes, e que, por isso, podem aparecer desnudos diante dos médiuns videntes, revelando até mesmo, em cenas deprimentes – que lhes foram habituais no estado de encarnados – a degradação mental em que ainda permanecem.  
7. Uma questão que se impõe, no assunto em foco, é saber onde os Espíritos conseguem suas roupas e complementos. Kardec trata do tema em duas obras – O Livro dos Médiuns e A Gênese –, em que explica que os Espíritos manipulam os fluidos espirituais por meio do pensamento e da vontade. Com a ação do pensamento, eles imprimem àqueles fluidos tal ou qual direção e os aglomeram, combinam ou dispersam, organizando conjuntos que apresentam uma aparência, uma forma, uma coloração determinadas.  
8. Os fluidos espirituais são, por conseguinte, o elemento do mundo espiritual, de que extraem substâncias para os mais diversos fins. É com o auxílio desse princípio material que o perispírito reveste-se de vestuários semelhantes aos que o Espírito usava quando encarnado.  
A veste fluídica indica a superioridade do Espírito 
9. Há Espíritos, contudo, que se percebem vestidos e não têm a menor idéia de como isto se dá, ou seja, eles nem sempre têm conhecimento de como suas vestes são formadas. Concorrem, assim, para a sua formação agindo instintivamente. Yvonne A. Pereira dá, a propósito disso, um depoimento interessante em seu livro Devassando o Invisível, em que descreve o caso Joaquim Pires, que se apresentou à sua visão trajando uma roupa em que havia terra, ou melhor, impressões da porção de terra em que fora sepultado. Joaquim Pires fora suicida na última existência. 
10. Como regra, os Espíritos se trajam e modificam a aparência das vestes que usam conforme lhes apraz, exclusão feita de alguns muito inferiores, como os criminosos e os obsessores de ínfima condição moral, cuja mente não possui vibrações à altura de efetuar a operação plástica requerida. Eis por que a aparência destes últimos costuma ser chocante para o vidente, pela fealdade ou simplesmente pela pobreza das formas, visto que se apresentam cobertos de andrajos e farrapos, como que empapados de lama ou embuçados em longos sudários negros, com mantos ou capas a envolver-lhes os ombros e a cabeça. 
11. Ensina Léon Denis no seu livro Depois da Morte que a veste fluídica denuncia a superioridade ou a inferioridade do Espírito. É como um invólucro formado pelos seus méritos e pelas qualidades adquiridas na sucessão de suas existências.  
12. Opaca e sombria na alma inferior, seu alvor aumenta de acordo com os progressos realizados, tornando-se cada vez mais pura. Brilhante no Espírito elevado, ela chega, nas almas superiores, a ofuscar os outros Espíritos. 
Marlon Santos
por O Consolador

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Como se deslocam os Espíritos

As questões que sucedem a de número 88 até a de número 91 tratam da maneira com que os Espíritos se movem de um lugar para o outro
89. Os Espíritos gastam algum tempo para percorrer o espaço?
“Sim, mas fazem-no com a rapidez do pensamento”.
Dizer que algo se move com a rapidez do pensamento é o mesmo, para efeitos práticos, que falar de deslocamento instantâneo. O que sabemos, no entanto, pelas obras de André Luiz, particularmente, mas por outras também, é que os Espíritos se movem com velocidades diversas, desde o deslocamento lento e pesado dos Espíritos perturbados ao volitar veloz e gracioso dos Espíritos Bons trabalhadores da espiritualidade.
Teriam os Espíritos esquecido essa realidade? Veremos que não.
Os Espíritos perturbados têm seus pensamentos confusos, força de vontade embotada pela sua baixa auto-estima e encontram-se desprovidos de fé. Assim, podemos induzir que a rapidez do pensamento deles é baixa, quase nula. À medida que o Espírito vai evoluindo, seus pensamentos ficam mais coerentes, ao passo que aumenta sua força de vontade e sua fé se torna raciocinada e firme. Desse modo, podemos entender que a rapidez de seu pensamento e, por analogia, de seu próprio deslocamento, vai crescendo à medida que ele evolui, até que, alcançado o estado de Espírito Puro, ele passa a se deslocar de forma quase instantânea de um lugar a outro.
89a) - O pensamento não é a própria alma que se transporta?
“Quando o pensamento está em alguma parte, a alma também aí está, pois que é a alma quem pensa. O pensamento é um atributo.”
A pergunta de Kardec nos parece hoje algo estranha. Talvez o Codificador estivesse pensando em “mente” quando disse “pensamento”. Do modo que ele perguntou, a resposta dos Espíritos não podia ter sido diferente. Pensamento é um atributo do Espírito e não pode, portanto, ser confundido com ele. No entanto, o pensamento também é um atributo da mente. Ficamos sem saber qual teria sido a resposta, neste caso.
90. O Espírito que se transporta de um lugar a outro tem consciência da distância que percorre e dos espaços que atravessa, ou é subitamente transportado ao lugar onde quer ir?
“Dá-se uma e outra coisa. O Espírito pode perfeitamente, se o quiser, inteirar-se da distância que percorre, mas também essa distância pode desaparecer completamente, dependendo isso da sua vontade, bem como da sua natureza mais ou menos depurada”.
A resposta é perfeitamente clara. Se o Espírito possui o devido adiantamento que lhe permita vencer grandes distâncias de forma instantânea, não há porque ele se dê conta de tais distâncias se tal não for necessário. Pensemos em uma analogia simples. Se eu percorro 12 km a pé, eu sinto em meu corpo, nos meus pés, nos meus pulmões, na minha boca seca, o efeito do percurso, o que me torna impossível deixar de avaliar a distância percorrida. Suponhamos, agora, que um avião a bordo do qual eu esteja percorra os mesmo 12 km em velocidade supersônica. Será que eu, confortavelmente sentado a bordo, tomando uma bebida gelada, lendo uma revista ou assistindo a um filme, me darei conta de que saí do lugar?
É bom ter em mente, entretanto, que, do mesmo modo que ocorre com o passageiro do avião, o fato de não sentir o efeito do percurso não faz com que o Espírito seja impedido de conhecê-lo, caso isso lhe seja importante.
91. A matéria opõe obstáculo ao Espírito?
"Nenhum; eles passam através de tudo. O ar, a terra, as águas e até mesmo o fogo lhes são igualmente acessíveis."
O Espírito desencarnado, em princípio, é capaz de passar através de tudo. Ocorre, no entanto, que Espíritos perturbados podem se crer incapazes de transpor certas barreiras materiais, o que os leva a tentar contorná-las. É baseado nesse fato que os Espíritos arraigados no mal constroem prisões e fortalezas ideoplásticas nas dimensões espirituais de modo a submeter outros Espíritos de que se servem para seus propósitos escusos.
Marlon Santos
por pesquisa de Renato Costa

terça-feira, 20 de novembro de 2012

A Família e o Espiritismo

  A vida familiar deve merecer a mais ampla atenção de todo homem integrado na unidade social denominada família. Esta palavra – família – pode ser compreendida num sentido mais restrito, em que se consideram apenas os familiares consangüíneos, como num sentido mais amplo, em que se levam em conta também os grupamentos de Espíritos afins, quer intelectualmente, quer moralmente.
  A família é abençoada escola de educação moral e espiritual, oficina santificante onde se lapidam caracteres, laboratório superior em que se caldeiam sentimentos, estruturam-se aspirações, refinam-se ideias, transformam-se mazelas antigas em possibilidades preciosas para a elaboração de misteres edificantes.
  A família é, pois, o mais prodigioso educandário do progresso humano. Sua importância não se mede apenas como uma fonte geratriz de seres racionais, mas como oficina de onde se projetam os homens de bem, os sábios, os benfeitores em geral.
  A família é mais do que um resultante genético. São os ideais, os sonhos, os anelos, as lutas, as árduas tarefas, os sofrimentos e as aspirações, as tradições morais elevadas que se cimentam nos liames da concessão divina, no mesmo grupo doméstico onde medram as nobres expressões da elevação espiritual na Terra.

O corpo procede do corpo, mas a alma não procede da alma

  Quando a família periclita, por essa ou aquela razão, sem dúvida a sociedade está a um passo do malogro. A vida em família, para que atinja suas finalidades maiores, deve ser vivenciada dentro dos padrões de moralidade, compreensão e solidariedade, porque sua finalidade precípua consiste em estreitar os laços sociais, ensejando-nos o melhor modo de aprendermos a amar-nos como irmãos. Por isso, a vida em família é, talvez, de todas as associações, a mais importante em virtude da sua função educadora e regenerativa.
6. Existem duas espécies de família e, em consequência, duas categorias de laços de parentesco: as que procedem da consanguinidade e as que procedem das ligações espirituais.
  Os laços do sangue não criam forçosamente os liames entre os Espíritos. O corpo procede do corpo, mas o Espírito não procede do Espírito, porque este já existia antes da formação do corpo que o serve. Não é o pai que cria o Espírito de seu filho. Ele mais não faz do que lhe fornecer o invólucro corpóreo, cumprindo-lhe, porém, auxiliar o desenvolvimento intelectual e moral do filho, para fazê-lo progredir.
  Os que encarnam numa família, sobretudo como parentes próximos, são as mais das vezes Espíritos simpáticos, ligados por anteriores relações, que se expressam por uma afeição recíproca na vida terrena.

As famílias espirituais são duráveis e se perpetuam

  Pode, contudo, acontecer sejam completamente estranhos uns aos outros os Espíritos que se encarnam numa mesma família, afastados entre si por antipatias igualmente anteriores que se traduzem, na vida terrena, por mútuo antagonismo, que lhes serve de provação.
  É fácil entender que não são os da consanguinidade os verdadeiros laços de família, mas sim os da simpatia e da comunhão de pensamentos, os quais prendem os Espíritos antes, durante e depois de suas encarnações.
  As famílias unidas por laços espirituais são duráveis, fortalecem-se pela purificação dos Espíritos, e se perpetuam no mundo espiritual, através das várias migrações da alma.
  As famílias unidas apenas por laços corporais são frágeis como a matéria, extinguem-se com o tempo e, muitas vezes, se dissolvem moralmente já na atual existência.
por Marlon Santos 
de O Consolador

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Um diálogo de Kardec com um visitante de uma reunião Espírita

Visitante – Eu vos direi, senhor, que minha razão se recusa a admitir arealidade dos fenômenos estranhos atribuídos aos Espíritos e que, dissoestou persuadido, não existem senão na imaginação. Todavia, diante daevidência, seria preciso se inclinar, e é o que farei se eu puder ter provas incontestáveis. Venho, pois, solicitar de vossa bondade a
permissão para assistir somente a uma ou duas experiências, para não ser indiscreto, a fim de me convencer, se for possível.
Allan Kardec – Desde o instante, senhor, que vossa razão se recusa a
admitir o que nós consideramos fatos comprovados, é que vós credes sua inteligência é superior à de todas as pessoas que não compartilham de vossa opinião.
Eu não duvido do vosso mérito e não teria a pretensão de colocar a
minha inteligência acima da vossa. Admiti, pois, que eu me engano,
uma vez que é a razão que vos fala, e que esteja dito tudo.
Visitante – Todavia, se vós chegásseis a me convencer, eu que sou
conhecido como um antagonista das vossas idéias, isso seria um milagre eminentemente favorável à vossa causa.
A.K. – Eu o lamento, senhor, mas não tenho o dom dos milagres.
Pensais que uma ou duas sessões bastarão para vos convencer? Isso
seria, com efeito, um verdadeiro prodígio. Foi-me necessário mais de um ano de trabalho para eu mesmo estar convencido, o que vos prova
que, se o sou, não o foi por leviandade. Aliás, senhor, eu não dou
sessões e parece que vos enganastes sobre o objetivo de nossas
reuniões, já que nós não fazemos experiências para satisfazer à
curiosidade de quem quer que seja.
Visitante – Não desejais, pois, fazer prosélitos?
A.K. – Por que eu desejaria fazer de vós um prosélito se vós mesmo isso não o desejais? Eu não forço nenhuma convicção. Quando encontro pessoas sinceramente desejosas de se instruírem e que me dão a honra de solicitar-me esclarecimentos, é para mim um prazer, e um dever, responder-lhes no limite dos meus conhecimentos. Quanto aos antagonistas que, como vós, têm convicções firmadas, eu não faço uma tentativa para os desviar, já que encontro bastante pessoas bem dispostas, sem perder meu tempo com as que não o são. A convicção virá, cedo ou tarde, pela força das coisas, e os mais incrédulos serão arrastados pela torrente. Alguns partidários a mais, ou a menos, no momento, não pesam na balança. Por isso, não vereis jamais zangar-me para conduzir às nossas idéias aqueles que têm tão boas razões como vós para delas se distanciarem.
Visitante – Haveria, entretanto, no meu convencimento mais interesse do que vós o credes. Quereis me permitir explicar-me com franqueza e me prometer não vos ofender com minhas palavras? São minhas ideias sobre o assunto e não sobre a pessoa à qual me dirijo; posso respeitar a pessoa sem partilhar sua opinião.
A.K. – O Espiritismo me ensinou a dar pouco valor às mesquinhas
suscetibilidades do amor próprio, e a não me ofender com palavras. Se vossas palavras saírem dos limites da urbanidade e das conveniências, concluirei, com isso, que sois um homem mal educado, eis tudo. Quanto a mim, prefiro deixar aos outros os erros, ao invés de os partilhar.
Vedes, só por isso, que o Espiritismo serve para alguma coisa.
Eu vos disse, senhor, não me empenho de nenhum modo em vos fazer partilhar minha opinião; respeito a vossa, se ela é sincera, como desejo que se respeite a minha. Uma vez que tratais o Espiritismo como um sonho quimérico, vindo para mim, dizíeis a vós mesmo: eu vou ver um louco. Confessai-o, francamente, isso não me melindrará. Todos os espíritas são loucos, é coisa convencionada. Pois bem, senhor, uma vez que olhais isso como uma doença mental, sentiria escrúpulo em vô-la comunicar, e eu me espanto que com um tal pensamento vós procureis adquirir uma convicção que vos colocará entre os loucos. Se estais
antecipadamente persuadido de não poder ser convencido, vossa
tentativa é inútil, porque não tem por objetivo senão a curiosidade.
Abreviemos, pois, eu vos rogo, porque eu não teria tempo a perder em conversas sem objetivo.
Visitante – Podemos nos enganar, iludir-nos, sem por isso ser louco.
A.K. – Falai claramente: dizeis, como tantos outros, que é um capricho
que tem seu tempo; mas convireis que um capricho que em alguns anos ganhou milhões de partidários em todos os países, que conta com sábios de todas as ordens, que se propaga de preferência nas classes esclarecidas, é uma singular mania que merece algum exame.
Visitante – Eu tenho minhas idéias sobre esse assunto, é verdade. Elas, porém, não são tão absolutas que eu não consinta sacrificá-las à evidência. Eu vos disse, pois, senhor, que tendes um certo interesse em me convencer. Eu vos confessarei que devo publicar um livro onde me proponho demonstrar ex-professo (sic) o que eu vejo como um erro, e como esse livro deve ter um grande alcance e atacar vivamente os Espíritos, se eu chegar a ser convencido, não o publicarei.
A.K. – Eu ficaria desolado, senhor, por vos privar do benefício de um livro que deve ter um grande alcance. Eu não tenho, de resto, nenhum interesse em vos impedir de fazê-lo, mas lhe desejo, ao contrário, uma grande popularidade, já que isso nos servirá de prospectos e de anúncios. Quando uma coisa é atacada, isso desperta a atenção; há muitas pessoas que querem ver os prós e os contras, e a crítica a faz conhecida daqueles mesmos que dela não sonhavam. É assim que a publicidade, freqüentemente, sem o querer, aproveita àqueles aos quais se quer prejudicar. A questão dos Espíritos, aliás, é tão palpitante de interesse e ela espicaça a curiosidade a um tal ponto, que basta mencioná-la à atenção para dar o desejo de aprofundá-la. (1)
(1) Depois deste diálogo, escrito em 1859, a experiência veio
demonstrar largamente a justeza desta proposição.
Visitante – Então, segundo vós, a crítica não serve para nada, a opinião
pública não conta para nada?
A. K. – Eu não considero a crítica como a expressão da opinião pública,
mas como uma opinião individual que pode se enganar. Lede a História
e vereis quantas obras-primas foram criticadas quando apareceram, o
que não as impediu de permanecerem obras-primas. Quando uma coisa
é má, todos os elogios possíveis não a tornarão boa. Se o Espiritismo é
um erro, ele cairá por si mesmo; se é uma verdade, todas as diatribes
não farão dele uma mentira. Vosso livro será uma apreciação pessoal
sob o vosso ponto de vista; a verdadeira opinião pública julgará se é
correta. Por isso, quererão ver e se, mais tarde, for reconhecido que vos
enganastes, vosso livro será ridículo como aquele que se publicou
recentemente contra a teoria da circulação do sangue, da vacina, etc.
Mas esqueci que vós deveis tratar a questão ex-professo, o que quer
dizer que a haveis estudado sob todas as faces, que haveis visto tudo o
que se poder ver, tudo o que se escreveu sobre a matéria, analisado e
comparado as diversas opiniões; que vos encontrastes nas melhores
condições para observar por vós mesmo; que vós lhe consagrastes
vossas vigílias, durante anos; em uma palavra, que não negligenciastes
em nada para atingir a constatação da verdade. Eu devo crer que assim
o é, se sois um homem sério, porque só aquele que fez tudo isso, tem o
direito de dizer que fala com conhecimento de causa.
Que pensaríeis de um homem que se erigisse em censor de uma obra
literária sem conhecer literatura? De um quadro sem ter estudado
pintura? É de uma lógica elementar que o crítico deva conhecer, não
superficialmente, mas a fundo, aquilo de que fala, sem o que sua
opinião não tem valor. Para combater um cálculo, é preciso opor-lhe
outro cálculo mas, para isso, é preciso saber calcular. O crítico não deve
se limitar a dizer que tal coisa é boa ou má; é preciso que ele justifique
sua opinião por uma demonstração clara e categórica, baseada sobre os
próprios princípios da arte ou da ciência. Como poderá fazê-lo se ignora
esses princípios? Poderíeis apreciar as qualidades ou os defeitos de uma
máquina se vós não conheceis a mecânica? Não, pois bem! vosso
julgamento sobre o Espiritismo, que não conheceis, não teria mais valor
do que o que faríeis sobre essa máquina. Seríeis a cada instante preso
em flagrante delito de ignorância, porque aqueles que o estudaram,
verão, conseqüentemente, que estais fora da questão; de onde se
concluirá ou que não sois um homem sério ou que não sois de boa fé;
em um e outro caso vos exporeis a receber desmentidos pouco
lisonjeiros para vosso amor-próprio.
Visitante – É precisamente para evitar esse escolho que vim vos pedir
permissão para assistir a algumas experiências.
A.K. – E pensais que isso vos bastaria para falar do Espiritismo exprofesso?
Mas como poderíeis compreender essas experiências, e com
mais forte razão julgá-las, se não haveis estudado os princípios que lhes
servem de base? Como poderíeis apreciar o resultado, satisfatório ou
não, de experiências metalúrgicas, por exemplo, se não conheceis a
fundo a metalurgia? Permiti-me dizer-vos, senhor, que vosso projeto é
absolutamente como se, não sabendo nem matemática, nem astronomia,
fosseis dizer a um desses senhores do Observatório: Senhor, eu quero
escrever um livro sobre astronomia, e além disso provar que vosso
sistema é falso; mas como disso eu não sei nem a primeira palavra,
deixai-me olhar uma ou duas vezes através de vossas lunetas. Isso me
bastará para conhecê-la tanto quanto vós.
Não é senão por extensão que a palavra criticar é sinônimo de censurar.
Em seu significado próprio, e segundo sua etmologia, ela significa julgar,
apreciar. A crítica pode, pois, ser aproveitada ou desaproveitada. Fazer
crítica de um livro não é necessariamente condená-lo. Aquele que
empreende essa tarefa deve fazê-la sem idéias preconcebidas. Mas, se
antes de abrir o livro já o condenou em seu pensamento, seu exame
não pode ser imparcial.
Tal é o caso da maioria daqueles que têm falado do Espiritismo. Apenas
sobre o nome formaram uma opinião e fizeram como um juiz que
pronunciou uma sentença sem se dar ao trabalho de examinar o
processo. Disso resultou que seu julgamento ficou sem razão e, ao invés
de persuadir, provocou riso. Quanto àqueles que estudaram seriamente
a questão, a maioria mudou de opinião e mais de um adversário dela
tornou-se partidário, quando viu que se tratava de coisa diversa daquela
em que ele acreditava.
Visitante – Falais do exame dos livros em geral. Credes que seja
materialmente possível a um jornalista, ler e estudar todos os que lhe
passam pelas mãos, sobretudo quando se trata de teorias novas que lhe
seria preciso aprofundar e verificar? Igualmente exigirias de um
impressor que lesse todas as obras que saem das suas impressoras.
A.K. – A um raciocínio tão judicioso eu não tenho nada a responder,
senão que, quando não se tem tempo de fazer conscientemente uma
coisa, não se deve envolver-se com ela, e que é melhor não fazer senão
uma coisa bem, do que fazer dez mal.
Visitante – Não creais, senhor, que minha opinião esteja formada
levianamente. Eu vi mesas girarem e baterem; pessoas que estavam
supostamente escrevendo sob a influência de Espíritos; mas eu estou
convencido de que havia charlatanismo.
A.K. – Quanto pagastes para ver isso?
Visitante – Nada, seguramente.
A.K. – Então eis charlatães de uma espécie singular, e que vão reabilitar
a palavra. Até o presente não se viu ainda charlatães desinteressados.
Se algum brincalhão maldoso quis se divertir uma vez por acaso, segue-se
que as outras pessoas sejam cúmplices da fraude? Aliás, com que
objetivo se tornariam cúmplices de uma mistificação? Para divertir a
sociedade, direis. Eu aceito que uma vez alguém se preste a um gracejo;
mas quando um gracejo dura meses e anos, é, eu creio, o mistificador
que está mistificado. É provável que, pelo único prazer de fazer crer em
uma coisa que se sabe ser falsa, espera-se aborrecidamente horas
inteiras sobre uma mesa? O prazer não valeria o trabalho.
Antes de concluir pela fraude é preciso primeiro se perguntar qual
interesse se pode ter em enganar; ora, concordareis que há posições
que excluem toda suspeita de fraude; pessoas das quais só o caráter é
uma garantia de probidade.
Outra coisa seria se se tratasse de uma especulação, porque a atração
do lucro é uma péssima conselheira. Mas, admitindo-se mesmo que,
neste último caso, um fato de manobra fraudulenta seja positivamente
constatado, isso não provaria nada contra a realidade do princípio, já
que se pode abusar de tudo. Do fato de que há pessoas que vendem
vinhos adulterados, não se segue daí que não haveria vinho puro. O
Espiritismo não é mais responsável pelos que abusam desse nome e o
exploram, do que a ciência médica não o é pelos charlatães que vendem
suas drogas, nem a religião pelos sacerdotes que abusam do seu
ministério.
O Espiritismo, pela sua novidade e pela sua própria natureza, devia
prestar-se a abuso; mas ele dá os meios de os reconhecer, definindo
claramente seu verdadeiro caráter e recusando qualquer solidariedade
com aqueles que o exploram ou o desviam de seu objetivo
exclusivamente moral para fazer dele um ofício, um instrumento de
adivinhação ou de procuras fúteis.
Desde que o próprio Espiritismo traça os limites nos quais ele se contém,
precisa o que ele diz e o que não diz, o que ele pode e o que não pode,
o que está ou não está em suas atribuições, o que ele aceita e o que
repudia, o erro está naqueles que, não se dando ao trabalho de o
estudar, julgam-no sobre as aparências; que, porque encontram
saltimbancos usando o nome de Espíritas, para atrair os que passam,
dirão gravemente: Eis o que é o Espiritismo. Sobre o que, em definitivo,
recai o ridículo? Não é sobre o saltimbanco que faz o seu trabalho, nem
sobre o Espiritismo cuja doutrina escrita desmente semelhantes
assertivas, mas sobre os críticos convictos de falarem daquilo que não
sabem, ou de alterarem conscientemente a verdade. Aqueles que
atribuem ao Espiritismo o que está contra sua própria essência, o fazem,
ou por ignorância ou deliberadamente. No primeiro caso é por
leviandade, no segundo é por má fé. Neste último caso, eles se
assemelham a certos historiadores que alteram os fatos históricos no
interesse de um partido ou de uma opinião. Um partido se desacredita
sempre pelo emprego de semelhantes meios, e falta ao seu objetivo.
Notai bem, senhor, que eu não pretendo que a crítica deva
necessariamente aprovar nossas ideias, mesmo depois de as ter
estudado; não censuramos de modo algum aqueles que não pensam
como nós. O que é evidente para nós, pode não o ser para todo o
mundo. Cada um julga as coisas pelo seu ponto de vista, e do fato mais
positivo todo o mundo não tira as mesmas consequências. Se um pintor,
por exemplo, coloca em seu quadro um cavalo branco, qualquer um
poderá dizer que esse cavalo faz um mau efeito e que um preto conviria
melhor: mas seu erro será dizer que o cavalo é branco se ele é preto. É
o que faz a maioria dos nossos adversários.
Em resumo, senhor, cada um é perfeitamente livre para aprovar ou
criticar os princípios do Espiritismo, para deduzir deles tais
consequências boas ou más, como lhe agrade, mas a consciência impõe
um dever a todo crítico sério de não dizer ao contrário do que é; ora,
por isso, a primeira condição é de não falar daquilo que não se sabe.
Visitante – Retornemos, eu vos peço, às mesas moventes e falantes.
Não poderia ocorrer que elas estivessem preparadas?
A.K. – É sempre a questão da boa fé à qual já respondi. Quando a
fraude estiver provada eu vo-la entrego; se vós assinalardes fatos
confirmados de fraude, de charlatanismo, de exploração, ou de abuso de
confiança, eu os entrego à vossa fustigação, vos declarando de antemão
que não lhes tomarei a defesa, porque, o Espiritismo sério é o primeiro
a repudiá-los, e mencionar os abusos é ajudar a preveni-los e prestar-lhe
serviço. Mas generalizar essas acusações, derramar sobre uma
massa de pessoas honradas a reprovação que merecem alguns
indivíduos isolados, é um abuso de um outro gênero: o da calúnia.
Admitindo, como vós o dizeis, que as mesas estivessem preparadas,
seria preciso um mecanismo bem engenhoso para fazer executar
movimentos e ruídos tão variados. Como não se conhece, ainda, o nome
do hábil fabricante que as confecciona? No entanto, ele deveria ter uma
enorme celebridade, uma vez que seus aparelhos estão espalhados nas
cinco partes do mundo. É preciso convir, também, que seu
procedimento é bem sutil, uma vez que se pode adaptar à primeira
mesa encontrada, sem nenhum sinal exterior. Por que desde Tertuliano
que, ele também, falou das mesas girantes e falantes, até o presente
ninguém pôde ver o mecanismo, nem descrevê-lo?
Visitante – Eis o que vos engana. Um célebre cirurgião reconheceu que
certas pessoas podem, pela contração de um músculo da perna,
produzir um ruído parecido com o que vós atribuís à mesa, de onde ele
concluiu que vossos médiuns se divertem às custas da credulidade.
A.K. – Então, se é um estalido do músculo, não é a mesa que está
preparada. Uma vez que cada um explica essa pretendida fraude à sua
maneira, isso é prova, a mais evidente, de que nem uns nem outros
conhecem a verdadeira causa.
Eu respeito a ciência desse sábio cirurgião, somente que surgem
algumas dificuldades na aplicação dos fatos que ele assinala às mesas
falantes. A primeira, que é singular que essa faculdade, até o presente
excepcional, e olhada como um caso patológico, tenha de repente se
tornado tão comum. A segunda, que é preciso ter uma bem robusta
vontade de mistificar para fazer estalar seu músculo durante duas ou
três horas seguidas, quando isso não produz nada além da fadiga e da
dor. A terceira é que não entendo como esse músculo se corresponde
com as portas e paredes nas quais as pancadas se fazem ouvir. A quarta,
enfim, que é preciso a esse músculo estalante uma propriedade bem
maravilhosa, para fazer mover uma pesada mesa, levantá-la, abri-la,
fechá-la, mantê-la suspensa sem ponto de apoio e, finalmente, quebrá-
la na queda. Não se desconfiava que esse músculo tivesse tanta virtude.
(Revista Espírita, junho de 1859, página 141: O músculo estalador).
O célebre cirurgião do qual falastes, estudou o fenômeno da tiptologia
naqueles que o produzem? Não; ele constatou um efeito fisiológico
anormal entre alguns indivíduos que jamais se ocuparam com as mesas
batedoras, tendo uma certa analogia com aquele que se produz nas
mesas, e, sem um exame mais amplo, concluiu, com toda a autoridade
da sua ciência, que todos aqueles que fazem as mesas falarem devem
ter a propriedade de fazer estalar seu músculo curto peroneiro, e que
não são senão enganadores, sejam eles príncipes ou operários, façam-se
pagar ou não. Ao menos estudou o fenômeno da tiptologia em todas
as suas fases?
Verificou se, com a ajuda desse estalido muscular, poder-se-ia produzir
todos os efeitos tiptológicos? Nada mais, sem isso estaria convencido da
insuficiência do seu processo; o que não impediu de proclamar sua
descoberta em pleno Instituto. Não há aqui, para um sábio, um
julgamento bem sério? O que restou dele hoje? Eu vos confesso que, se
tivesse que sofrer uma intervenção cirúrgica, hesitaria muito em me
confiar a esse profissional, porque temeria que ele não julgasse meu
mal com mais perspicácia.
Uma vez que esse julgamento é de umas das autoridades sobre as quais
pareceis dever vos apoiar para abrir uma brecha no Espiritismo, isso me
tranquiliza completamente sobre a força dos outros argumentos que
apresentareis, se vós não os tomardes de fontes mais autênticas.
por Marlon Santos

Sobre alguns Chacras

. Chacra Cardíaco - Em sânscrito é chamado de anahata. Está situado sobre o osso externo, ao nível do coração. Sua ativação, e correto funcionamento, é de capital importância no processo de soerguimento espiritual do SER, pois tanto para o corpo Físico como para o corpo Astral é ele o registrador das emoções. Sabemos que quando qualquer pessoa se desperta, sensível, para as emoções, significa estar começando a percorrer o caminho da espiritualização. Enquanto o chacra Gástrico envolve-se só com as sensações, o que significa olhos voltados aos prazeres e necessidades do corpo, o chacra Cardíaco refina esses objetivos, transmutando-os para a forma de prazeres e necessidades do Espírito.
Assim, tanto para o corpo Físico como para o corpo Astral, como dissemos acima, faculta ao SER decifrar as vibrações de outras criaturas, encarnadas ou não. Permite notar das alegrias ou das tristezas que as envolve. Ainda por força dessa sensibilidade elevada a um grau maior, dentro dos critérios de simpatia, faz com que uma pessoa seja levada a reproduzir em si o efeito das dores alheias. E´ a compaixão e a solidariedade. E´ o sentimento de fraternidade que passa a fazer parte de sua vida. Entretanto, não nos esqueçamos que embora a solidariedade seja necessária à construção da paz mundial, a compaixão desmedida gera na pessoa perturbação emocional, porque não dizer psíquica. (Lancellin, espírito, em seu livro Iniciação-Viagem Astral, páginas 339, 370 e 422, trata desse fato comportamental desaconselhável).
E´ através do chacra Cardíaco que o praticante de meditação sente a languidez que o êxtase espiritual provoca. O grande bem estar interior, indescritível em palavras. Além de toda a importância desse chacra na constituição do SER, quando despertado, adiantando-o na fase espiritualizante, conforme descrito acima. No corpo Físico tem direta relação com a circulação sangüínea, e, portanto, com a redistribuição de vitalidade física. Como vemos, é um chacra que bem funcionando manterá a estabilidade emocional e vital do indivíduo.
Chacra Laríngeo - No idioma sânscrito recebe o nome de vishuda. Está situado, como o próprio nome o indica, na região dianteira do pescoço, mais ou menos à altura do ponto de encontro entre a coluna espinhal e a medula oblonga, esta, bem na base posterior do cérebro. No corpo Físico tem acentuada participação no controle da respiração e da fonação, a fala. No corpo Astral capacita a faculdade da audição, ou seja, reproduz na consciência o mesmo efeito que no físico chamamos de audição. Quando em atividade mais intensa, controlada ou não, em parceria com o chacra Coronário, e por conseqüência em ação com a glândula Pineal, que confere ao indivíduo a faculdade de clariaudiência. Ou seja, permite ao SER encarnado ouvir sons, tais como voz, música, ruídos, agradáveis ou não, provenientes do plano Astral.
Chacra Frontal - Em sânscrito é chamado de ajna. (Pronuncia-se ádjina). E´ conhecido, ainda, pelos nomes de cerebral, glabelar e terceiro olho. Está situado no ponto de encontro da linha vertical do rosto, que passa entre as sobrancelhas, e o centro da testa. Fisicamente é o controlador do envoltório do cérebro, o córtex cerebral, que por sua vez participa da coordenação dos sentidos. Também tem participação no controle das glândulas e dos sistemas nervosos, o central e o simpático, ou autônomo. Sobre isso falaremos com maiores detalhes no estudo das glândulas. No corpo Astral desperta o sentido da visão, ou seja, produz na consciência o mesmo efeito que no físico chamamos de visão. Daí também chamado de terceiro olho, resultante de sua ligação com a glândula Pineal. Quando em atividade desenvolvida, confere ao indivíduo a faculdade de clarividência que, em seu início de despertamento, permite apenas vislumbrar ligeiras paisagens e nuvens coloridas. Essas visões tanto podem ser dos ambientes reais dos planos espirituais quanto de imagens mentais criadas por entidades que as transmitem ao clarividente. Essa segunda hipótese é a mais comum de acontecer. Ou seja, o clarividente estará vendo o quadro mental, imagem fixa ou movimento, que alguma entidade espiritual lhe esteja transmitindo. E´, ainda, comum no médium desenvolvido, clarividente ou não, sentir na região física onde se situa o chacra Frontal um pulsar, ou latejar, na pele. E´ sinal de funcionamento desse chacra.
Chacra Coronário - Tem em sânscrito o nome de Sahasrara. Embora o nome, não tem nenhuma relação com as artérias coronarianas. Deriva mesmo da palavra coroa, em vista de estar situado ao alto da cabeça, bem no cruzamento das linhas: mediana que passa entre as sobrancelhas e vai em direção à parte posterior da cabeça, e a linha transversa que uniria as duas orelhas, e que passasse pelo alto do crânio. E´ o mais importante de todos, se assim podemos nos expressar, embora os demais sejam igualmente úteis no conjunto. E´ ele o ponto de interação - junção - entre as forças determinantes do Espírito e as forças físicas e astrais. A energia descendente da consciência. Dele, de forma distributiva, parte a corrente de energia vitalizante, de origem espiritual - não confundir com Astral - aos outros chacras, levando a cada um os reflexos vivos dos sentimentos próprios do indivíduo. Desta forma, e interação, o chacra Coronário administra os veículos de exteriorização de que se serve a consciência: seus corpos.
Quando este chacra está plenamente ativo, o indivíduo, devidamente treinado, consegue projetar sua consciência por ali, e deixar, conscientemente, seu corpo Físico, bem como retornar a ele, de modo que estará, ininterruptamente, consciente, dia e noite.
A sublimidade dos contatos espiritual, principalmente da mediunidade intuitiva, se processa por seu intermédio. Enfim, a harmonia geral da criatura humana depende do correto funcionamento e do estado saudável desse chacra. Sobre condições saudáveis e doentias dos chacras falaremos mais à frente.
Uma Advertência - As características individuais de funcionamento dos chacras, não significam que o indivíduo venha a possuir tais faculdades só porque os respectivos chacras estão desenvolvidos.
Lembramos que o SER é o resultado da ação conjugada de muitos fatores e que, ligados ao carma, uns estimulam outros, ou, alguns se anulam mutuamente. Portanto, não existe, como a nossa compreensão desejaria, não existe uma relação direta entre ter determinado chacra em funcionamento e a ocorrência do fenômeno a ele atribuído. O funcionamento é o elo que torna possível a ocorrência do fenômeno, nas não quê, por funcionar, tenha o fenômeno, inevitavelmente, de acontecer. Em resumo, dependendo das vinculações cármicas a faculdade correspondente a determinado chacra poderá, ou não, vir a se manifestar.
Peculiaridades do Despertar dos Chacras - O despertar dos chacras amplia as faculdades sensórias da consciência. Se antes do despertar, no plano Físico, a consciência só dispunha dos cinco sentidos - visão, audição, paladar, olfato e tato - para identificar o mundo ao seu derredor, com o despertar dos chacras passa a perceber sinais além daqueles que os dispositivos acima enumerados podem registrar.
Assim, mesmo estando desperta no corpo Físico, a pessoa identifica ocorrências que simultaneamente estão acontecendo nas dimensões do plano Astral, e outros. Essa refinada capacidade perceptiva recebe o nome de Percepção Extra Sensorial, (PES), popularmente conhecida por sexto sentido.
Esclarecendo o fenômeno informamos que o despertar dos chacras não dota o corpo Astral de ouvidos e olhos adicionais. Para evitar esse equívoco de interpretação, lembramos do estudo do corpo Astralque ele não possui órgãos especializados para tal, e nem deles precisa para, especificamente, ouvir e ver.
 A razão é a seguinte: No corpo Astral todas as partículas que o compõe estão em incessante movimento circulatório. Veja a figura ao lado. Partículas em movimento como as da água em fervura. Esse movimento faz com que todas as partículas passem, sucessivamente, em cada chacra. Assim acontecendo, cada chacra infunde em cada partícula, que por ele passa, a sua correspondente capacidade de responder a determinada ordem de vibração. Desse modo, todos os pontos do corpo Astral se tornam igualmente perceptivos a todas as espécies de sensações.
Por isso, ao atuar no plano Astral, a consciência, através do corpo Astral, tanto vê os objetos que estão á sua frente, como os que estão atrás, acima ou abaixo, sem necessidade de movimentar a cabeça, como fazemos nós no corpo Físico. Para ela, em tal situação, basta, apenas, dirigir sua atenção para o objetivo.
Marlon Santos por
Vivências- mediunidade

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

O Espiritismo, Os Espíritas e as Drogas

Um dos problemas mais graves da sociedade humana, na atualidade, é o consumo indiscriminado, e cada vez mais crescente, das drogas, por parte não só dos adultos, mas também dos jovens e, lamentavelmente, até das crianças, principalmente nos centros urbanos das grandes cidades.
A situação é tão preocupante, que cientistas de várias partes do Planeta, reunidos, chegaram à seguinte conclusão: "Os viciados em drogas de hoje podem não só estar pondo em risco seu próprio corpo e sua mente, mas fazendo uma espécie de roleta genética, ao projetar sombras sobre os seus filhos e netos ainda não nascidos."
Diante de tal flagelo e de suas terríveis conseqüências, não poderia o Espiritismo, Doutrina comprometida com o crescimento integral da criatura humana na sua dimensão espírito-matéria, deixar de se associar àqueles segmentos da sociedade que trabalham pela preservação da vida e dos seus ideais superiores, em seus esforços de erradicação de tão terrível ameaça.
O efeito destruidor das drogas é tão intenso que extrapola os limites do organismo físico da criatura humana, alcançando e comprometendo, substancialmente, o equilíbrio e a própria saúde do seu corpo perispiritual. Tal situação, somada àquelas de natureza fisiológica, psíquica e espiritual, principalmente as relacionadas com as vinculações a entidades desencarnadas em desalinho, respondem, indubitavelmente, pelos sofrimentos, enfermidades e desajustes emocionais e sociais a que vemos submetidos os viciados em drogas.
Em instantes tão preocupantes da caminhada evolutiva do ser humano em nosso planeta, cabe a nós, espíritas, não só difundir as informações antidrogas que nos chegam do plano espiritual benfeitor que nos assiste, mas, acima de tudo, atender aos apelos velados que esses amigos espirituais nos enviam, com seus informes e relatos contrários ao uso indiscriminado das drogas, no sentido de envidarmos esforços mais concentrados e específicos no combate às drogas, quer no seu aspecto preventivo, quer no de assistência aos já atingidos pelo mal.

 A Ação das Drogas no Perispírito

Revela-nos a ciência médica que a droga, ao penetrar no organismo físico do viciado, atinge o aparelho circulatório, o sangue, o sistema respiratório, o cérebro e as células, principalmente as neuroniais.
Na obra "Missionários da Luz" - André Luiz ( pág. 221 - Edição FEB), lemos: "O corpo perispiritual, que dá forma aos elementos celulares, está fortemente radicado no sangue. O sangue é elemento básico de equilíbrio do corpo perispiritual." Em "Evolução em dois Mundos", o mesmo autor espiritual revela-nos que os neurônios guardam relação íntima com o perispírito.
Comparando as informações dessas obras com as da ciência médica, conclui-se que a agressão das drogas ao sangue e às células neuroniais também refletirá nas regiões correlatas do corpo perispiritual, em forma de lesões e deformações consideráveis que, em alguns casos, podem chegar até a comprometer a própria aparência humana do perispírito. Tal violência concorre até mesmo para o surgimento de um acentuado desequilíbrio do Espírito, uma vez que "o perispírito funciona, em relação a esse, como uma espécie de filtro na dosagem e adaptação das energias espirituais junto ao corpo físico e vice-versa.
Por vezes o consumo das drogas se faz tão excessivo, que as energias, oriundas do perispírito para o corpo físico, são bloqueadas no seu curso e retornam aos centros de força.

 A Ação dos Espíritos Inferiores Junto ao Viciado

Esta ação pode ser percebida através das alterações no comportamento do viciado, dos danos adicionais ao seu organismo perispiritual, já tão agredido pelas drogas, e das conseqüências futuras e penosas que experimentará quando estiver na condição de espírito desencarnado, vinculado a regiões espirituais inferiores.
Sabemos que, após a desencarnação, o Espírito guarda, por certo tempo, que pode ser longo ou curto, seus condicionamentos, tendências e vícios de encarnado. O Espírito de um viciado em drogas, por exemplo, em face do estado de dependência a que ainda se acha submetido, no outro lado da vida, sente o desejo e a necessidade de consumir a droga. Somente a forma de satisfazer seu desejo é que varia, já que a condição de desencarnado não lhe permite proceder como quando na carne. Como Espírito precisará vincular-se à mente de um viciado, de início, para transmitir-lhe seus anseios de consumo da droga, posteriormente, para saciar sua necessidade, valendo-se para tal do recurso da vampirização das emanações tóxicas impregnadas no perispírito do viciado, ou da inalação dessas mesmas emanações quando a droga estiver sendo consumida.
"O Espírito de um viciado em drogas, em face do estado de dependência a que se acha submetido, no outro lado da vida, sente o desejo e a necessidade de consumir a droga."
Essa sobrecarga mental, indevida, afeta tão seriamente o cérebro, a ponto de ter suas funções alteradas, com conseqüente queda no rendimento físico, intelectual e emocional do viciado. Segundo Emmanuel, "o viciado, ao alimentar o vício dessas entidades que a ele se apegam, para usufruir das mesmas inalações inebriantes, através de um processo de simbiose em níveis vibratórios, coleta em seu prejuízo as impregnações fluídicas maléficas daquelas, tornando-se enfermiço, triste, grosseiro, infeliz, preso à vontade de entidades inferiores, sem o domínio da consciência dos seus verdadeiros desejos".
Marlon Santos
de Portal do Espírito

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

CLARIVIDÊNCIA E CLARIAUDIÊNCIA

DEFINIÇÃO DE CLARIVIDÊNCIA: (de clari + vidência). Faculdade de conhecimento extra-sensorial consistente em pacientes, em estado sonambúlico, de transe ou de vigília, perceberem imagens ou acontecimentos por meio de obstáculos, isto é, de corpos opacos. J. Grasset desfaz-nos a confusão entre vidência e clarividência, quando deixa à palavra Clarividência o seu significado etimológico de faculdade de ver por meio de corpos opacos, portanto à distância, pouca ou longa.
DEFINIÇÃO DE CLARIAUDIÊNCIA: (de clari + audiência). Faculdade mediúnica consistente na audição, com nitidez, de vozes dos Espírito.
CLARIVIDÊNCIA NA PARAPSICOLOGIA: capacidade de perceber visualmente sem usar o sentido da vista, cenas, imagens, seres, tanto visíveis como invisíveis para as pessoas comuns, está ligada à função psi-gama na classificação de Rhine. Este vocábulo adquiriu ao longo do tempo um significado mais amplo, abrangendo toda a gama de fenômenos compreendida pela criptestesia geral na nomenclatura de Riche.
CAPTAÇÃO DAS PERCEPÇÕES: toda percepção é mental… Ainda mesmo no campo das impressões comuns, embora a criatura empregue os ouvidos e os olhos, ela vê e ouve pelo cérebro, e, apesar de o cérebro usar as células do córtex para selecionar os sons e imprimir as imagens, quem ouve e vê na realidade, é a mente. Todos os sentidos na esfera fisiológica, pertencem à alma, que os fixa no corpo carnal, de conformidade com os princípios estabelecidos para a evolução dos Espíritos reencarnados na Terra. Somos, por outro lado, receptores de reduzida capacidade, à frente das inumeráveis formas de energia que nos são desfechadas por todos os domínios do Universo, captando apenas humilde fração dela.
CLARIVIDÊNCIA E CLARIAUDIÊNCIA: atuando sobre os raios mentais do medianeiro, o desencarnado transmite-lhe quadros e imagens, valendo-se dos centros autônomos da visão profunda, localizados no diencéfalo, ou lhe comunica vozes e sons, utilizando-se da cóclea. Portanto, pela associação dos raios mentais entre a entidade e o médium dotado de mais amplas percepções visuais e auditivas, a visão e a audição se fazem diretas, do recinto exterior para o campo íntimo, graduando-se, contudo, em expressões variadas.
VIDÊNCIA E AUDIÊNICA, MÉDIUNS VIDENTES: são dotados da faculdade de ver os Espíritos. Pode-se dar no estado normal ou sonambúlico. MÉDIUNS AUDITIVOS: ouvem a voz dos Espíritos, algumas vezes uma voz íntima que se faz ouvir na consciência, de outras vezes é uma voz exterior, clara e distinta como a de uma pessoa viva.
Marlon Santos
por
Rede Amigo Espírita

terça-feira, 16 de outubro de 2012

A Água Fluidificada

A água fluidificada é a água normal, acrescida de fluidos curadores. Em termos de Espiritismo, entende-se por água fluidificada aquela em que fluidos medicamentosos são adicionados à água. É a água magnetizada por fluidos.

Quem faz a fluidificação da água?

Em geral, são os Espíritos desencarnados que, durante as sessões de fluidoterapia, fluidificam a água, mas a água pode ser magnetizada tanto pelos fluidos espirituais quanto pelos fluidos dos homens encarnados, assim como ocorre com os passes, sendo necessário, para isso, da parte do indivíduo que irá realizar a fluidificação, a realização de preces e a imposição das mãos, a fim de direcionar os fluidos para o recipiente em que se encontrar a água.

Como é feita a fluidificação da água?

A água é um dos corpos mais simples e receptivos da Terra. É como que a base pura, em que a medicação Espiritual pode ser impressa. O processo é invisível aos olhos mortais, por isso, a confiança e a fé do paciente são partes essenciais para que tratamento alcance o efeito desejado. A água é um ótimo condutor de força eletro-magnética e absorverá os fluidos sobre ela projetados, conserva-los-á e os transmitirá ao organismo doente, quando ingerida. A água fluidificada expande os átomos físicos, ocasionando a entrada de átomos espirituais, ainda desconhecidos, e que servem para ajudar na cura.

Procedimentos para a fluidificação da água

Tipos de fluidificação da água

  • Fluidificação Magnética: É aquela em que fluidos medicamentosos são adicionados na água por ação magnética da pessoa (encarnada) que coloca suas mãos sobre o recipiente com água e projeta seus próprios fluidos.
  • Fluidicação Espiritual: É aquela em que os Espíritos aplicam fluidos (sem intermediários) diretamente sobre os frascos com água. Na Fluidificação Espiritual a água não recebe fluidos magnéticos do indivíduo encarnado, mas somente os trazidos pelos Espíritos. A Fluidificação Espiritual é a mais comumente utilizada nos Centros Espíritas.
  • Fluidificação Mista: É uma modalidade de fluidificação onde se misturam os fluidos do indivíduo encarnado com os fluidos trazidos pelos Espíritos.
Como vimos, o processo de fluidificação da água independe da presença de médiuns curadores, pois os Espíritos podem aplicar os fluidos sem intermediários, diretamente sobre os frascos com água, além disso, qualquer pessoa pode fluidificar a água, basta ter fé e concentrar-se naquilo que estiver fazendo, projetando assim os seus próprios fluidos e recebendo o auxílio da Espiritualidade amiga, sempre presente.

Ação da água fluidificada no organismo

A água é uma molécula polar composta e é facilmente absorvida no nosso organismo. Por isso e aproveitando-se de algumas de suas propriedades (tensão superficial, condutividade elétrica e suscetibilidade magnética), é usada como agente do tratamento de fluidoterapia.
Todas as reações que acontecem no nosso organismo são em soluções aquosas, e as proteínas, membranas, enzimas, mitocôndrias e hormônios somente são funcionais na presença desta substância (água).
A ciência denomina a água de “Líquido Vital”. Uma vez fluidificada e ingerida, a água pode provocar os seguintes efeitos:
  • Inibição da formação de radicais livres, ou seja, diminuição dos processos oxidativos celulares, diminuição da taxa de produção de gás carbônico, aceleração dos processos de fagocitose, incremento na produção de linfócitos (células de defesa);
  • Observa-se na membrana celular uma maior mobilidades de íons Sódio e Potássio, melhorando o processo de osmose celular, tendo um efeito rejuvenescedor no organismo. Há uma distribuição no mecanismo de transporte de vários tipos de cátions, como é o caso do cálcio;
  • Efeitos sobre os hormônios receptores, ativação dos linfócitos por antígenos e várias lecitinas. O processo de polarização magnética induzida (imantação) da água no organismo produz a captura e precipitação do cálcio em excesso no meio celular;
  • Reposição da energia espiritual, renovando a estrutura perispiritual.
A terapêutica com a água fluidificada traz muitos benefícios ao organismo, apesar de não poder parar ou regredir as doenças geradas por resgates, doenças crônicas e degenerativas, porém facilita a ação medicamentosa e tem se mostrado eficiente na cura das doenças psicossomáticas. 

Conclusão

A água fluidificada, portanto, é uma água magnetizada, principalmente, pelos Espíritos, contendo, assim, alterações ocasionadas pelos fluidos salutares ali colocados e direcionados para o equilíbrio de alguma enfermidade física ou espiritual.
Para cada paciente o fluido medicamentoso será específico não só para a sua enfermidade física, mas também para as necessidades espirituais de cada um. Deve ser usada como um medicamento. Manda o bom senso que não se utilize remédios sem necessidade, portanto, da mesma maneira, só deve usar a água fluidificada quem de fato estiver necessitando dela. Tudo em excesso faz mal, não é mesmo.
Marlon Santos
por
Edvaldo K.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

O Perispírito

«A natureza do envoltório fluídico está sempre em relação com o grau de adiantamento moral do espírito. ... Alguns há, portanto, cujo envoltório fluídico, se bem que etéreo e imponderável em relação à matéria tangível, ainda é por demais pesado, se assim nos podemos exprimir, em relação ao mundo espiritual, para não permitir que eles saiam do meio que lhes é próprio. Nessa categoria devem ser incluídos aqueles cujo perispírito é tão grosseiro que eles o confundem com o corpo carnal, razão por que continuam a crer-se vivos. Esses espíritos, cujo número é avultado, permanecem na superfície da Terra, como os encarnados, julgando-se entregues às suas ocupações terrenas. Outros, um pouco mais desmaterializados, não o são, contudo, suficientemente para se elevarem acima das regiões terrestres».
... «O envoltório perispirítico de um espírito modifica-se com o progresso moral que este realiza em cada encarnação, embora ele encarne no mesmo meio; ... os espíritos superiores, encarnando, excepcionalmente, em missão, num mundo inferior, têm um perispírito menos grosseiro do que o dos indígenas desse mundo».
Sabemos que a união do espírito (espírito mais perispírito) ao corpo físico tem início no momento da concepção. Essa ligação permite que o perispírito se constitua numa verdadeira matriz espiritual, orientando o desenvolvimento do futuro ser. É o espírito Emmanuel quem nos diz: «... e espanta ao embriologista a lei organogenética que estabelece a ideia diretora do desenvolvimento fetal, desde a união do espermatozóide ao óvulo, especificando os elementos amorfos do protoplasma; nos domínios da vida, essa ideia diretriz conserva-se inacessível até hoje aos nossos processos de indagação e análise, porquanto esse desenho invisível não está subordinado a nenhuma determinação físico-química, porém, unicamente ao corpo espiritual preexistente, em cujo molde se realizam todas as ações plásticas da organização, e sob cuja influência se efetuam todos os fenômenos endosmóticos».
Um estudo profundo do perispírito, seguindo-se ao trabalho magistral da codificação kardequiana, é desenvolvido por Gabriel Delanne no seu livro «A Evolução Anímica», publicado em 1885. Apesar do avanço dos conhecimentos científicos, podemos observar que as modernas pesquisas nada mais têm feito do que comprovar o valor da referida obra em relação a tão palpitante tema. É nesse livro que encontramos referência às dúvidas e argumentos do notável fisiologista francês Claude Bernard, ao examinar o desenvolvimento celular, o embrião e o ser já formado. «O que diz essencialmente com o domínio da vida, e não pertence à química, nem à física, nem ao que mais possamos imaginar, é a ideia diretriz dessa atuação vital. Em todo o germe vivo há uma ideia dirigente, a manifestar-se e a desenvolver-se na sua organização. Depois, no curso de toda a sua vida, o ser permanece sob a influência dessa força criadora, até que morre, quando ela não se pode efetivar. É sempre o mesmo princípio de conservação do ser que lhe reconstitui as partes vivas, desorganizadas pelo exercício, por acidentes ou enfermidades». O ilustre fisiologista, contemporâneo de Kardec, não fala em perispírito, mas imagina a sua existência, quando fala de uma ideia diretriz e desenho ideal de um organismo ainda invisível.
No estudo da referida obra de Gabriel Delanne fica evidenciado que o perispírito é uma aquisição do espírito na sua longa marcha pelos caminhos desta evolução biológica. Essa evolução está claramente definida no capítulo XI da Segunda parte de «O Livro dos Espíritos» e vem completar-se com o trabalho dos grandes naturalistas do século XIX, de entre os quais se destaca a figura de Charles Darwin, cujo trabalho principal, «A Origem das Espécies», foi publicado em 1859, dois anos após a publicação de «O Livro dos Espíritos».
O conhecimento do perispírito faz luz sobre vários pontos obscuros da referida obra, que, apesar de notável, analisa a evolução do ponto de vista simplesmente material, deixando de lado o elemento mais importante no mecanismo da vida, ou seja, o espírito, para o qual as formas vivas são apenas filtros de transformismo, tendo em vista a sua superior finalidade.
Para finalizar, citamos algumas propriedades do perispírito, entre tantas, por certo, que não podemos ainda compreender.

1. Matriz espiritual do corpo físico

Pela revelação, ficamos a saber que a união do espírito ao corpo se opera no momento da concepção, portanto, quando se forma a célula ovo. Pelo raciocínio somos levados a concluir que apenas os elementos constitutivos dos cromossomas, ou seja, o ácido desoxirribonucleico (ADN), ácido ribonucleico (ARN) e proteínas seriam insuficientes para desencadearem o maravilhoso fenômeno da vida. É necessária a presença da ideia directriz de Claude Bernard, para nós o perispírito, orientando e disciplinando o desenvolvimento celular.

2. Sustentador das formas físicas dos seres vivos

Sabemos que a renovação celular é uma constante em todos os seres vivos. No caso da espécie humana, ao cabo de mais ou menos oito anos, há uma renovação total das células, exceptuando as células nervosas ou neurônios. Como entender-se que persista a fixidez da espécie, a memória e os demais atos necessários à atividade vital, diante de tão surpreendente renovação? Graças, claro, à ação directiva do perispírito, que não só orienta a formação do ser como sustenta a sua forma, até que ocorra a desencarnação.

3. Retrata o nosso estado mental

Por ser um organismo estruturado num outro espaço, sofre, decisivamente, a acção da nossa mente, definindo a nossa posição no concerto evolutivo. Após a morte do corpo físico, de acordo com o seu peso específico, gravitaremos até às regiões afins com o nosso modo de ser.

4. Papel na mediunidade

No mecanismo da mediunidade é fundamental a acção do perispírito, seja pela capacidade de exteriorização que os médiuns possuem, seja pela combinação do fluido perispiritual do médium com o fluido perispiritual dos espíritos.
Marlon Santos
por
ADEP

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Desdobramento II

O sono fisiológico, mui propriamente denominado como "um estado de morte", por propiciar o torpor das faculdades pensantes e fazer desaparecer a parente realidade do mundo objetivo, faculta ao Espírito um parcial desdobramento, no qual se movimenta além dos limites corporais.
Conforme as suas inclinações, desejos e hábitos, tão logo sente afrouxarem-se os liames perispirituais, o Espírito desloca-se para os lugares onde encontra respostas para as necessidades cultivadas.
Mediante automatismo de sintonia da faixa vibratória na qual se localiza durante o estado de lucidez física, transfere-se sem qualquer esforço para outra equivalente, graças ao clima psíquico no qual se compraz.

Normalmente, nesse estado, encontra-se com Entidades que fazem parte do seu conúbio habitual, com elas se comprazendo, ou temendo-as, de acordo com o estado evolutivo que lhes seja peculiar.
Da mesma forma, vai conduzido por esses comensais da sua simpatia às regiões nas quais se homiziam com outras semelhantes, ou agem no bem, afeiçoadas ao programa da solidariedade e do progresso da Humanidade, conforme a evolução das mesmas. Ao retornar ao corpo, nos neurônios cerebrais, na área da memória, são impressas as cenas vividas ou vistas, decorrentes dos pesadelos, sonhos e fenômenos mediúnicos transcendentes, podendo ou não recordar-se, de acordo com o estado de desprendimento em que vive.
Sem qualquer dúvida, durante o sono fisiológico, natural ou provocado, especialmente na ocorrência do primeiro, o ser espiritual participa da vida estuante e causal, de onde todos procedemos e para a qual todos retornamos.
A vivência diária, geradora da psicosfera própria a cada um, faculta a sintonia equivalente, graças à qual o desprendimento ocorre com naturalidade, submisso ao mecanismo das ocorrências afins.


O apóstolo Paulo, em decorrência dos seus extraordinários sacrifícios pela causa do Cristo, não poucas vezes foi arrebatado ao terceiro céu, região superior de onde hauria a inspiração e as forças para o ministério e apostolado.
Maomé, em parcial desprendimento, foi conduzido a uma Esfera Superior, a fim de confirmar a imortalidade da alma, de onde retornou, transformado.
Afonso de Liguori, enquanto dormia, em Arienzo, deslocou-se em espírito até Roma, assistindo à desencarnação do Papa Clemente XIV.
Dante Alighiere conheceu regiões inferiores conduzido por Virgílio e vislumbrou as paisagens célicas sob o amparo de Beatriz.
Voltaire, em momento de lúcido desdobramento pelo sono fisiológico, compôs todo um canto de sua obra Henriade.
Tartini, igualmente desdobramento parcial do corpo, escreveu a emocionante Sinfonia do diabo.
Eurípedes Barsanulfo, o apóstolo sacramentano, deslocando-se com facilidade enquanto o organismo repousava, socorria doentes, gestantes e necessitados. ..
É expressivo o número dos médiuns que, em desdobramento espiritual, atuam conscientemente, participando de experiências extracorpóreas, ou cooperando com os Mentores em tarefas socorristas, ou aprendendo comportamento, ou iluminando-se pelo conhecimento, de cujas experiências volvem com plena lucidez.


Não é indispensável que a consciência do fenômeno permaneça, como condição essencial para a ocorrência.
O conhecimento dos mecanismos da vida espiritual, o exercício do desapego às paixões mais grosseiras, a preparação mental antes do repouso através da oração, a irrestritas confiança no amor de Deus e a entrega tranquila as próprios Guias Espirituais, permitem que as horas do sono se transformem em realizações edificantes para si mesmo e para o seu próximo.
Cultivada, mediante os recursos da moral salutar, da dedicação ao bem, esta faculdade psíquica enseja abençoado intercâmbio mediúnico, graças ao qual se ampliam os horizontes da vida, embora a permanência na roupagem carnal.
Marlon Santos
por Momentos de Esperança, Divaldo

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Desdobramento

Perispírito e Desdobramento

Embora, durante a vida, o Espírito seja fixado ao corpo pelo perispírito, não é tão escravo, que não possa alongar sua corrente e se transportar ao longe, seja sobre a terra, seja sobre qualquer outro ponto do espaço. (Allan Kardec , A Gênese, Cap. XIV, It 23).
Gabriel Delanne, em “O Espiritismo perante a Ciência”, conclui: A melhor prova de existência do perispírito é mostrar que o homem pode desdobrar-se em certas circunstâncias.

Desdobramento

É o nome que se dá o fenômeno de exteriorização do corpo espiritual ou perispírito.
O perispírito ainda ligado ao corpo, distancia-se do mesmo, fazendo agora parte do mundo espiritual, ainda que esteja ligado ao corpo por fios fluídicos. Fenômenos estes, naturais que repousam sobre as propriedades do perispírito, sua capacidade de exteriorizar-se, irradiar-se, sobre suas propriedades depois da morte que se aplicam ao perispírito dos vivos (encarnados).
Os laços que unem o perispírito ao corpo temporal, afrouxam-se por assim dizer, facultando ao espírito manter-se em relativa distancia, porém, não desligado de seu corpo. E esta ligação, permite ao espírito tomar conhecimento do que se passa com o seu corpo e retornar instantaneamente se algo acontecer. O corpo por sua vez, fica com suas funções reduzidas, pois dele foram distanciados os fluidos perispirituais, permanecendo somente o necessário para sua manutenção. Este estado em que fica o corpo no momento do desdobramento, também depende do grau de desdobramento que aconteça.
Os desdobramentos podem ser:
a) conscientes : Este, caracteriza-se pela lembrança exata do ocorrido, quando ao retornar ao corpo o ser recorda-se dos fatos e atividades por ele desempenhadas no ato do desdobramento. O sujeito é capaz de ver o seu “Duplo”, bem próximo, ou seja, de ver a ele mesmo no momento exato em que se inicia o desdobramento. Facilmente nestes casos, sente-se levantando geralmente a cabeça primeiramente e o restante do corpo, depois. Alguns flutuam e vêem o corpo carnal abaixo deitado, outros vêem-se ao lado dos corpos, todavia esta recordação é bastante profunda e a consciência e altamente límpida neste instante. Existe uma ligação ainda profunda dos fluidos perispirituais entre o corpo e o perispírito, facilitando assim, as recordações pós-desdobramento.
b) inconscientes: Ao retornar o ser de nada recorda-se. Temos que nos lembrar que na maioria das vezes a atividade que desempenha o ser no momento desdobrado, fica como experiências para o próprio ser como espírito, sendo lembrado em alguns momentos para o despertar de algumas dificuldades e vêem como intuições, idéias.
Os fluidos perispirituais são neste caso bem mais tênues e a dificuldade de recordação imediata fica um pouco mais árdua, todavia as informações e as experiências ficam armazenadas na memória perispiritual, vindo a tona futuramente.
Em realidade a palavra inconsciente, é colocada por deficiência de linguagem, pois, inconsciência não existe, tendo em vista o despertar do espírito, levando consigo todas as experiências efetivadas pelo mesmo, então colocamos a palavra inconsciente aqui, é somente para atestarmos a temporária inconsciência do ser enquanto encarnado.
c) voluntários: Se a própria pessoa promove este distanciamento. Analisemos algo bastante singular, nem todos os desdobramentos voluntários há consciência, pois como dissemos acima poderão haver algumas lembranças do ocorrido, existem ainda muitas dificuldades, no momento em que o espírito através de seu perispírito aproxima-se novamente de seu corpo, pela densidade ainda dos órgãos cerebrais é possível haver bloqueio dessas experiências. É necessário salientar que o ser encarnado na terra, ainda se encontra distante de controlar todos os seus potenciais, e por isso também há este esquecimento. Haja vista, algumas pessoas até provocarem o desdobramento e no momento de consciência terem medo e retornarem ao corpo apressadamente, dificultando ainda mais a recordação.
Os desdobramentos podem também ocorrer nos momentos de reflexões, onde nos encontramos analisando profundamente nossos atos e cuja atividade nos propicia encontrar com seres que nos querem orientar para o bem, parte de nosso perispírito expande-se e vai captar as experiências e orientações devidas.
d) provocados: Através de processos hipnóticos e magnéticos, agentes desencarnados ou até mesmo encarnados podem propiciar o desdobramento do ser encarnado. Os bons Espíritos podem provocar o desdobramento ou auxiliá-los sempre com finalidades superiores. Mas espíritos obsessores também podem provocá-los para produzir efeitos malefícios. Afinizando-se com as deficiências morais dos desencarnados, propiciamos assim, uma maior facilidade para que os espíritos mal-feitores possam provocar o desligamento do corpo físico atraindo o ser encarnado para suas experiências fora do corpo. A lei que exerce esta dependência é a de afinidade.
e) emancipação Letárgica: Decorre da emancipação parcial do espírito, podendo ser causada por fatores físicos ou espirituais. Neste caso o corpo perde temporariamente a sensibilidade e o movimento, a pessoa nada sente, pois os fluidos perispiríticos estão muito tênues em relação a ligação com o corpo. O ser não vê o mundo exterior com os olhos físicos, torna-se por alguns instantes incapaz da vida consciente. Apesar da vitalidade do corpo continuar executando-se.
Há flacidez geral dos membros. Se suspendermos um braço, ele ao ser solto cairá.
e) emancipação Cataléptica: Como acima, também resulta da emancipação parcial do espírito. Nela, existe a perda momentânea da sensibilidade, como na letargia, todavia existe uma rigidez dos membros. A inteligência pode se manifestar nestes casos. Difere da letárgica, por não envolver o corpo todo, podendo ser localizado numa parte do corpo, onde for menor o envolvimento dos fluidos perispirituais.
Marlon Santos
por
 Aluney Elferr