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domingo, 19 de dezembro de 2010

Materialização de Espíritos em Parafina


As reuniões de materialização de espíritos acontecem em bem poucos lugares do mundo hoje, e geralmente são feitas por pessoas muito discretas e por espíritos que lhes recomendam tal discrição. Mas penso ser oportuno trazer aos leitores essas coisas intrigantes, tão misteriosas, mas agradáveis para aquele que quer se dedicar a esses estudos, desapegamente e com compromisso certo de estar fazendo a coisa certa para a alma e para o seu bem estar psico-espiritual.
Recomendo que leia antes os textos que tratam de materialização de espíritos aqui neste mesmo Blog, principalmente para entender o que é Ectoplasma e como ele é produzido, para logo após entender as seções de materialização de espíritos com parafina (cera de velas).


Toda seção que visa materializar um espírito ou coisas trazidas pelos espíritos deve obedecer certos rituais, não que sejam necessários, mas que assegure aos espíritos a seriedade da intenção dos membros reunidos, pois nenhum espírito sério ficará exposto ao ridículo numa seção desobjetivada de razão e de estudos sérios.



Este é um texto especial, que não é feito para convencer céticos, mas para trazer alento às pessoas que esperam algo depois da morte.



Teremos cuidado com as seções de materialização, principalmente porque elas estão, ainda, em suspenso parcial pela espiritualidade superior, sob a alegação (lógica) de que elas começaram 'com votos muito brilhantes, acabando em fascinação enfermiça'. Cuidemo-nos. As liberações espirituais de materialização estão, por enquanto, ainda voltadas a abrandar os males das enfermidades das pessoas, e pouco mais que isso.


Os assuntos espirituais estão em crescente evolução para por fim a séculos e séculos de hipocrisia e maldade.



REUNIÃO DE MATERIALIZAÇÂO


Decrição de R. A. RANIERE:


Nas reuniões de materialização, geralmente, os espíritos pedem que deixem duas latas de mais ou menos 29 quilos da seguinte maneira: uma cheia de parafina dissolvida e fervente, sobre um fogareiri aceso, a elevada temperatura de 80, 90, 100 ou mais graus centígrados. Se alguém colocar a mão dentro dentro dessa lata de parafina, a essa temperatura, ficará de imediato queimado gravemente. A outra lata colocada ao lado, pedem os espíritos que se encha de água fria. Aliás, ambas ficam cheias até a borda.



Enquanto os trabalhos prosseguem, da assistência se ouve ferver e espoucar a parafina em ebulição. O fogareiro não se apaga.


O espírito materializado para realizar o trabalho de confecção das luvas ou mãos ou pés, aproxima-se das latas e mergulha no líquido de parafina fervente o membro que deseja reproduzir em cera. Por exemplo a mão. Esta fica impregnada de parafina que se cola na mão. Do mesmo modo que se fritam ovos, derramando a gordura sobre os mesmos, o espírito com a outra mão vai derramando parafina sobre a primeira mão já recoberta com a camada inicial. Quando julga que a luva está como deseja, mergulha a mão recoberta de parafina fervente na água fria e, nesse momento, desmaterializa a mão espiritual (troca de frequência), que 'desaparece', deixando dentro da água apenas a luva de parafina, aos moldes de seu membro, o mesmo da última encarnação.



Se enchermos a luva assim fabricada de gêsso molhado, fica a reprodução fiel de um membro humano, notando-se todas as linhas originais e taé cabelos e os poros da pele, absolutamnete idêntica ao membro humano que vivera na Terra. De um modo geral se reconhece logo seu dono pela própria luva e pelo nome que o espírito dita aos presentes na reunião.




Para aqueles que duvidam da autenticidade das luvas, trouxe até aqui uma pesquisa realizada por um especialista forense de renome e incontestável perito e investigador.





Pesquisa Científica sobre Estudos de Criminalística referente à "Mãos Ectoplasmáticas" - Moldes e Luvas de Parafina e Gesso - Dr Fiorini




Imersão de mãos humanas em parafina líquida e posterior moldagens das mesmas em gesso odontológico (marca Herostone, Durone e sílica Jeltrate).



Objetivo: Investigar a possibilidade de recriar mãos humanas atuais em gesso, utilizando-se da mesma técnica do início do século passado, 1923, quando segundo livros de doutrina espírita, esse processo era feito para identificar mãos de espíritos materializados.


Material a ser usado na experiência: um ou dois quilogramas de parafina cosmética, um ou dois quilogramas de parafina comum, gesso comum ou gesso odontológico da marca Herostone ou Durone, duas vasilhas ou panelas contendo cinco litros de água e vaselina ou glicerina.




1 - DA PESQUISA.




Têm o propósito de recriar as famosas mãos, pés e outras peças anatômicas do corpo humano realizadas pelos espíritos naquela época de cera e gesso encontrados espalhadas por vários museus do mundo, como: Instituto Metapsíquico Internacional de Paris, França, Munesp. Museu Nacional do Espiritismo em Curitiba, Paraná, Museu André Luiz da cidade do Rio de Janeiro etc.


Em torno de l923, médiuns de efeitos físicos e ectoplasmia, passaram a reproduzir moldes perfeitos anatômicos humanos em moldes de parafina e gesso de mãos, pés, rostos, arcadas dentárias e até flores. A partir de então se iniciou uma grande controvérsia e polêmica sobre a autenticidade desses trabalhos, que até hoje continuam causando admiração e desconfianças aos cépticos.




Segundo a história espírita, essas peças eram feitas pôr espíritos que materializavam determinadas partes do corpo num parafineiro, visando provar sua existência em outro plano ou outra dimensão, conhecida como erraticidade.



Esses moldes eram ocos interiormente, visto que após a solidificação da parafina, eles (espíritos) se desmaterializavam, onde permaneciam todas as informações daquele local, tais como linhas palmares, poros, e inclusive impressões digitais.




Eram realizadas várias imersões para se obter mais consistência e rigidez, formando-se várias camadas, onde após a introdução do gesso, pudesse armazená-lo para futura solidificação.



Os médiuns que mais se destacaram no século passado foram: o polonês de Varsóvia, Franek Kluski, a inglesa Margery ou Srª Crandon; Mary M. Hard; a italiana Eusapia Paladino; a russa S.G. Stanilawa; Hollis e outros.



Pesquisadores que mais se destacaram foram: Richet, Gustavo Geley, Ernesto Bozzano, Willian Denton, Werner Keller, Alexandre Aksakof, Epes Sarget, Conan Doyle, Paul Heuzé, Robert Tocquet...



As dúvidas permanecem até hoje, os cépticos dizem que tudo não passa de fraude, truques embustes e até mágicas, aliás, dizem as más línguas que até o maior mágico de todos os tempos, Rin Houdini também teria sido enganado.


A partir disso baseando-se nos depoimentos, ou melhor, nas informações e instruções de Geley, resolvi fazer uma imitação dos fatos, é o que nós que atuamos na Polícia chamamos de “Reconstituição de Crimes”.


2 - DA PESQUISA:




2.1 - EXPERIÊNCIA EM LABORAtÓRIO.


Conforme já mencionado no cabeçalho utilizei nesta pesquisa os materiais já citados no cabeçalho, que geraram os moldes supra.



a) Utiliza-se 3 panelas ou vasilhas de 5 litros de volume

b) Duas vão ao fogo



c) Numa se coloca 1 quilo de parafina cosmética, a qual tem o ponto de fusão anterior à parafina comum, aquecê-la até o seu ponto de fusão, no estado líquido, após verifique sua temperatura molhando rapidamente com as pontas dos dedos, para certificar que ela não está quente:


d) Noutra coloca-se 1 quilo de parafina comum em 3 litros de água fervente, após a parafina se liquefazer esperar até ela se tornar morna.


e) Na terceira coloque água fria, cinco ou mais litros, onde se possa imergir a mão ou outro membro como o pé.

f) Verificando-se que ambas vasilhas de parafinas, tanto a cosmética quanto a comum já estejam líquidas, primeiro imerge a mão na vasilha contendo a cosmética, três ou mais vezes até possuir uma boa espessura, e após imerge a mão na parafina comum;


g) Repita a operação por diversas vezes até conseguir o resultado esperado;



h) Se a parafina comum esquentar muito a mão procure imergi-la imediatamente na vasilha contendo-se água.

i) Perceberá que quanto à parafina comum, mesmo sem o contato com a água, ela automaticamente irá solidificar-se, não sendo às vezes necessário o contato com a água;


j) Quanto à parafina cosmética que ficou aderente à pele humana, continuará ainda um pouco mole, isto é flexível o que facilitará movimentos dentro dela e dará oportunidade de flexão e remoção da mesma, através de suas aberturas como pulso no caso de mãos ou tornozelos em caso de pés;


k) Retirando-se a mão ou o pé cautelosamente, coloque a prótese dentro de um congelador de geladeira ou freezer para que fique bem rígido;


l) Fure as extremidades dos dedos com uma agulha quente, para que haja abertura suficiente na saída da água que contém no gesso;


m) Prepare o gesso, de preferência de produtos odontológicos, conforme marca anunciada no início, onde o mesmo apresente uma consistência de mingau, devendo despejá-lo devagar para não criar bolhas,


n) Deixe 1 hora descansando, e perceberá que o gesso vai esquentando solidificando-se, eliminando-se águas pelos furos e extremidades.

o) Coloque-o numa forma de alumínio e leve ao forno por 15 a 20 minutos, aos poucos a parafina derreterá e o gesso devido ao calor ficar queimado mais resistente.

3 - CONCLUSÃO E COMENTÁRIOS



Preferi utilizar a parafina cosmética, visto que não é tóxica e cancerígena para a pele humana, ao passo que a parafina comum, (H2-C-CH2) é originaria diretamente do Petróleo. Vale lembrar que todos os derivados de petróleo provem de animais em decomposição no subsolo terrestre. Pesquisei inúmeros tipos de parafina, onde àquela não tóxicas são formadas por óleos ou gorduras vegetais e animais, muito utilizadas em cosméticos para depilações, limpeza de peles, cabelos e algumas até para confecção de chocolates.



A pesquisa para um leigo torna-se muito perigosa devido a vários fatores: em primeiro lugar queimaduras graves em razão da parafina líquida ou do próprio fogo que se utiliza, em segundo lugar a inalação do vapor ou fumaça da parafina pode comprometer os pulmões ou qualquer outra parte do corpo, podendo causar câncer.



Portanto não é aconselhável qualquer pessoa manusear parafina líquida na própria pele do corpo humano, bem como aspirá-la, pode trazer sérios riscos à saúde.



4 - QUANTO AOS MOLDES QUE PRODUZI



Pude notar o quanto é difícil manusear esse material para moldagem, entretanto reproduzi duas de minhas próprias mãos esquerda em gesso, bem como o meu pé esquerdo, todos contendo linhas e impressões digitais palmares e plantares.



Não me abalou em nada a minha credibilidade com relação às peças anatômicas realizadas pôr entidades espirituais, visto que um bom perito sabe distinguir o que é possível reproduzir e aquela que não é possível, isto é que não pode ser originária de fraude, truques ou embustes.


Continuo tranqüilamente acreditando nos moldes em parafina e gesso realizados pelas entidades espirituais, mesmo que não tenha faces ou rostos humanos com perfeição, visto que para se fazer às materializações da época, à parte a ser reproduzida pelo espírito, era desmaterializada no médium, devido a isso para poupar-lhe a vida não se fazia muito o rosto e sim os membros.



Como os cépticos desconhecem isso eles dizem que só se fazia mão e pés, mas essas mãos e pés eram desmaterializados dos médiuns em transe mediúnico.



Qualquer pessoa pode sobreviver sem uma mão ou um pé, mas imagine uma pessoa sem a face humana ou a própria cabeça.

Tenho a dizer que os conhecidos “Grupo Cépticos”, não têm quaisquer conhecimentos espíritas e tampouco em estudos de criminalística, e que combatem essa idéia, para se promover na mídia, angariando fama e dinheiro.

Somente pessoas habilitadas em perícias poderiam dizer sobre a autenticidade das luvas onde iriam analisar as impressões digitais, poros. Linhas palmares etc. O químico com relação ao material que é constituída...


Consegui reproduzir uma mão em gesso, mas até hoje nunca vi alguém que tenha reproduzido uma mão oca, sem emendas, com os pulsos fechados, sem rachaduras, com uma película de apenas um milímetro de espessura em parafina, conforme se vê na foto número 21 da página152 do Livro “Materializações de Espíritos” de Paul Gibier e Ernesto Bozzano.

“Perispírito ou Espírito – O espírito é consciência eterna, evolui e demonstra isso nas múltiplas manifestações físicas e psíquicas. Não está condicionado a espaço, tempo e massa. Perispírito é uma forma projetada pelo espírito para aparecer moldando o físico nas dimensões físicas e psíquicas, em suas variadas formas. Em outra dimensão ele ainda é uma forma, que ocupa um espaço e deve ter massa, sutil. O que os videntes vêem não são os espíritos, mas seus perispíritos, tanto que os identificam. Autor: Dr. Henrique Rodrigues”.

Para mim foi sobremaneira importante fazer essa pesquisa, devido aumentar meus conhecimentos quanto à parte científica espírita, e deu azo para que eu possa introduzir essa brilhante idéia e técnica no trabalho pericial forense conhecido como: “moldagens de instrumentos de crimes”, O que seria isso? Quando um criminoso arromba uma porta ou gaveta, utilizando-se de instrumentos como: machados, pés de cabra, chaves de fenda, facas, canivetes etc., inevitavelmente ele deixa no local as “impressões digitais” próprias daquele objeto, onde se pode tirar seu molde para ulterior confronto, caso o objeto seja encontrado.

Atualmente esses locais são apenas fotografados, e a retiradas de moldes que existem são de produtos importados dos Estados Unidos.

Portanto a minha pesquisa já valeu a pena, acho que os “espíritos” me ajudaram.

Curitiba, l8 de Fevereiro de 2006.


João Alberto Fiorini de Oliveira.

Pesquisador Forense e Espírita.

Delegado de Polícia Chefe do SRPI


Ser. De Reg. Pol. Para Investigações


Subordinada à Agência de Inteligência da PC/PR

Professor titular da disciplina “Registros Policiais”


A ciência do Delito na Escola Superior de Polícia.

Estado do Paraná


Endereço: Rua Barão do Rio Branco, 399 Centro Curitiba/PR.

Cep: 80010-180


Marlon Santos

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