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terça-feira, 9 de março de 2010

A falta de desejo, a falta de atração

O esfriamento progressivo das relações, sejam quais forem, é motivo constante de debates médicos e religiosos pelo mundo afora. Pena que antigos conhecimentos, bem pautados e importantes, não são cogitados nem considerados pelo mundo 'científico'.
Falarei sobre o assunto sem sofismas nem reservas, pois a quem muito interessar possa que faça bom proveito e, para aqueles que pensam que falar deste assunto é coisa para médicos que vivam como coitados durante esses tempos terrenos.
Bem, sei das curiosodades e das vontades que as pessoas têm de ficar por dentro desses temas que tratam da falta de atração e desejo entre homens e mulheres. Sei, também, que muita discórdia e separações já ocorreram ou quase ocorreram por esses motivos, mas separemos as estações e chegaremos a um pensamento mais concreto.
Primeiramente não se deve mistificar a falta de atração, depois disso, se deve ter consciência que existe uma diferença enorme entre homens e mulheres.
A grande verdade -o que é e ninguém abre o bico para falar- é que a própria natureza é por demais machista (o que me leva a crer que os espíritos dos homens são ligeiramente menos sensíveis e evoluídos que os das mulheres). Digo isso por que é a única justificativa para tamanha discrepância. A natureza foi enormemente desfavorável às mulheres. As questões ligadas a menstruação: uma vez a cada trinta dias desde os doze, treze anos; carregar um bebê na barriga por nove meses a fio; sofrer dores para ganhar o rebento; dar mama sem parar para o dito, etc, etc. E o homem?
Notadamente, por essas e outras razões, que a disposição sexual de uma mulher não é a mesma de um homem. O homem praticamente nasce tendo orgasmo, a mulher tem que se esforçar muito para aprender a ter -raramente é o contrário-, e além do mais, enquanto para o homem tudo é bem mecânico, para a mulher tudo é mais mágico. O corpo feminino busca prazer dos fios de cabelo as pontas dos pés numa tentativa de dar um trato de amor para o sexo. O homem, no geral, em um só lugar tem prazer e é mais disposto a só pensar no seu próprio prazer, nem sempre por que quer que assim seja, mas por que a natureza lhe constituiu assim.
Nosso corpo físico é muito distante da realidade de nosso corpo espiritual. As tendências físicas estão muito aquém das necessidades do espírito e é fácil que aquelas controlem essas.
Feito o preâmbulo, é mister dizer que a situação orgânica da libido feminina é completamente distinta da do homem: a mulher tem um organismo que se prepara para um evento de gravidez por mês e um homem, ao menos em teoria, teria condição de produzir sementinha o suficiente para cultivar milhares de bebezinhos em uma só ejaculação! Fantástico se não fosse cruel. Pois a mulher precisa de um só grãozinho de semente para ter seu óvulo fecundado. E aí? Aí se deve compreender que as ações hormonais em ambos os sexos são absolutamente diferentes e têm que ser tratadas por essas diferenças.
As causas da falta de desejo e de atração são várias, mas destacarei as duas mais importantes que envolvem 90 % dos acontecimentos: indisposição orgânica e repulsa ou nojo (trataremos como repulsa). 
 Infelizmente as pessoas precisam justificar para os seus parceiros o motivo da falta de atração ou desejo, assim, com pleno desconhecimento da causa, acabam atribuindo a Deus e ao diabo a situação, distorcendo o 'problema' e prolongando ele.
A mulher e o homem têm ciclos reprodutivos e de nada adianta isso não ser considerado. Esses ciclos têm picos e baixas nos organismos e é normal que eles aconteçam em tempos diferentes entre os parceiros.
Normalmente o conjunto orgânico, o corpo humano, precisa de reparos e auto-reparos. A atividade sexual faz certas destituições, exaure certos componentes enzimáticos e causam estafa no órgão ou vísceras que os produzem. Desse modo, por uma necessidade natural, as ações sexuais passam a ter menos importância e ficam acomodadas por certo tempo, porém, isso não é impotência e não pode ser encarada como tal, é uma 'hibernação' temporária do organismo. Se dá quando o organismo faz restauro em si próprio.

Saberás da chegada desses períodos naturalmente. Assim, não pense loucuras, nem de si nem de seu parceiro ou parceira (na atividade sexual não existe marido e mulher, existem parceiros), quando o organismo envidar em não corresponder aos teus chamados sexuais.
A recuperação é natural, não precisa forçar. Se forçar tudo ficará complicado: além de pensares que "não presta mais pra coisa" vais ter um monte de indisposições na relação, pois, até onde sei, esses ciclos podem durar de uma semana a um mês e o não entendimento disso fustigará tua psiquê que começará a atrapalhar o coito.
Nesse caso é mais acertado falar ao seu parceiro, sem grandes delongas e com suavidade, que as sensações sexuais estão dormindo um pouco do que fingir o ato e acabar tendo repulsa dele (dela). Creio que ele (ela) entenderá. Se não entender é por que é grosso mesmo e aí a situação é diferente.
A 'obrigação' de fazer acaba trazendo repulsa e a repulsa complica o jogo: ela traz ressentimentos que poderão se desdobrar em mágoas definitivas.
Medicamentos poderão ajudar, entre outras tantas travessuras que podem ser feitas para atiçar os ânimos, mas nada vai fazer a natureza retroagir.
Fingir não resolve nada, sem contar que, nesse aspecto, para a mulher, fingir parece e é mais fácil, para o homem não. Ele inventa desculpas e se ferra.
Não faças nada que possas te fazer sentir enjôo da outra pessoa(leia também Sensualidade). Preserve a intimidade do parceiro ou da parceira: não vire do avesso a identidade do outro. Não queira saber demais. Não se aproxime demais para não parecer irmão e não se distancie demais para não parecer frio.
Claro que não estou escrevendo aqui para aqueles que têm 150 anos ou mais, e sim para aqueles que já estão se achando com mais de 150 anos e que por isso mesmo ainda têm chances de voltar a ativa.
Brincadeira de lado, respeite a ti mesmo e boa sorte!


Marlon Santos
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7 comentários:

  1. Amigo Marlon.

    Tens buscado sabiamente os temas deste espaço. parabéns! Conteúdos polêmicos, explanados de forma simples e clara. Mui bien.
    Deixo aqui (desculpe a pretensão, considere interesse, não intromissão...) sugestão de temas para oportunidades futuras:
    - Baixa auto-estima - de onde vem e como superá-la.
    - Reencontros em vidas futuras - como acontecem, quando é possível saber se já convivemos com alguém anteriormente ou se tornaremos a vê-lo.

    Es iluminado! Deus te abençoe.
    Até outro dia.

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  2. Querido Marlon ,

    Sempre explanando com muita clareza !!!
    Adorei !
    Abraços
    Lana

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  3. Olá querido Marlon!
    Muito bem colocado esse assunto, estou lendo um livro paralelo a isso. E concordo que na classe médica não é dada a importância devida. Tantos problemas e doenças nessa ordem seriam resolvidos com mais eficiência!
    Abraço da Marisa!

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  4. A intimidade é muito importante em um relacionamento. Mas isso não significa que precise passar o tempo inteiro juntos. Cuidar de sua vida, de seu trabalho e do seu lazer, independente de sua ou seu parceiro gostar de coisas diferentes. Existe uma linha tênue entre cuidar um do outro e sufocar um ao outro. "Quando intimidade acaba em fusão, muita proximidade impede o aparecimento do desejo", um casal não precisa se falar dez vezes ao dia por telefone, perguntas detalhadas sobre acontecimentos irrelevantes podem ser evitadas. "Estas perguntas transformam intimidade em vigilância". Às vezes, a falta de desejo pode significar algo mais, sentimentos não expressos ou desconhecidos podem atrapalhar a vida sexual de um casal. Na maioria das vezes, a falta de atração deriva da raiva, de mágoas e chateações, as pessoas precisam ser capazes de experimentar e lidar com sentimentos conflitantes e estarem dispostas a baixar a guarda e perdoar o outro. Não há nada errado em planejar as relações sexuais. Pensar nelas antes que aconteçam pode ser como saber o que vai comer em um bom restaurante antes de chegar nele: só aumenta o apetite. Fazer sexo em horários diferentes do habitual ou em locais inusitados, por exemplo, pode renovar a paixão do seu relacionamento. Ás vezes, por falta de diálogo, as pessoas deixam de fazer coisas que gostariam ou passam por situações que não as agradam. E, baseadas em algo que a outra pessoa disse há anos, o casal fecha as porta da experimentação por causa de um simples comentário. Porém, muita coisa pode acontecer com o passar dos anos, assim como a opinião e as vontades da pessoa pode mudar.

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  5. marlon aqui e o jair de canoas amigo do odomar e rafael estamos contigo nesta campanha temos certeza que sera vitorioso ate um abraço.

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