
Quando falamos de sonhos não percebemos que envolvemos a palavra num certo tom de poesia e lirismo. Isso dificulta compreender o sentido da palavra, além do mais, nossos conceitos mistificadores afugentam a razão e os conhecimentos mais profundos.
O sonhar poético é aquele que sublima a imaginação, levando nossos pensamentos a uma projeção hipotética, simbólica ou não, de algo que queremos ter ou viver.
Existe o sonhar mais clássico, aquele em que nos debruçamos em cima de um projeto e pode levar o nome de planejamento mental. Difere de sonho, na verdade. É que pagamos o preço desse enredo de palavras por que nossa Linguagem 'preguiçosa' se abstém de inventar uma palavra para cada conceito ou para cada objeto distinto. Dentro de toda a minha pequenez cultural sobre a Língua Portuguesa, por exemplo, fica

Dessa maneira ocorre com o sonho. Chamamos de sonho uma série de coisas que, nem em sonho, são parecidas.
Nos deteremos na analise dos sonhos como experiências noturnas da mente. Aquela série de imagens e fatos que ocorrem enquanto dormimos, que as vezes nos tiram o fôlego ou simplesmente nem lembramos ao certo do que houve.
O cérebro trabalha mais precisamente com imagens. Ao pé da letra, os neurônios aprendem tudo ou quase tudo com formações 'gráficas'. Assim, formando ideias através de uma sequência de 'retratos', vai formando, também, a intelectualidade do indivíduo frente a todos os seus atributos, vontades e ânimos.
O detalhe que mais interessa é que o cérebro, para aprendizados cotidianos, sejam eles grandiosos, pueris, fúteis ou triviais, precisa dispor de lógica. Sem lógica, nenhuma dessas coisas ficará formatada ou entendida pela 'cachóla'. Compreenda, a exemplo, que numa sequência de

Toda a coisa considerada anômala para o cérebro será excluída da mente sob pena dele ficar avariado, pois a composição da memória e de todo aprendizado se estabelece no armazenamento lógico dos mesmos pela massa encefálica. Desse modo, ao dormirmos, o cérebro se desvencilha de toda a bagagem obsoleta quando arremessa para o plano de consciência Alfa ou Teta em forma de imagens e cenas tudo o que não assimila. Lembramos muitas vezes dessas cenas e imagens por que elas se tornam muito nítidas e palpáveis. No fundo, pra nossa mentalidade diária isso não tem grande importância. Muita coisa do que aqui digo alguns cientistas já sabem.
No que se refere a fatos que visualizamos enquanto dormirmos e se tornam verdades ao correr dos dias, a isso não podemos tratar por sonhos: são vidências ou premonições. Leia Premonição. Ocorrem por que ao dormir a pessoa, além de liberar o espírito da cela física, fica com a mente mais expansiva e sensível. Acaba por se transformar numa grande antena receptora ou emissora de fatos que envolvem a vida como um todo, sejam coisas espirituais ou mentais. O sono facilita o contato com os espíri

Como podemos fazer, então, para reconhecermos se tivemos visões e premonições ou se foram 'deletes' cerebrais que ocorreram? Simples. Quando acontecer uma visão ou uma premonição de sono sentirás, pela disposição do teu corpo, que se trata do assunto. Terás a nítida certeza de que teu corpo viveu a experiência. Teu humor mudará, assim como teus reflexos, teus hábitos, tua respiração.
Bem! Agora as experiências daqui para frente são tuas. Detalhe: não precisa querer, elas serão espontâneas.
Marlon Santos
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