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sábado, 29 de janeiro de 2011

A pessoa que amo morreu! O que faço?






A vida não para! Essa máxima sujeita a vida aqui e no plano espiritual também. No entanto, problemas de ordem emocional acontecem, tanto para quem fica quanto para quem parte. Entre esses problemas, o mais comum é saudade, que é natural, seguida da possessão, que é continuar tendo sentimento de posse e paixão desenfreada pela outra pessoa.



Muita gente, depois que ocorre a desencarnação da pessoa amada, fica enclausurada física ou emocionalmente. Esses excessos não devem ser cometidos pois o ser humano não deve aterrar a própria evolução em nome de uma relação, ainda mais quando ela fica interrompida ou parcialmente interrompida com a morte.



É claro que muitas relações atingem tal grau de perfeição que é normal que sigam nos planos superiores da espiritualidade. É quando os parceiros têm uma afinidade sublimada e seus conhecimentos e capacidades evolutivas não são deturpados ou atingidos pelo egoísmo e pela leviandade.



Ao que vejo, um dos maiores problemas dos casais é a obsessão por parte do que desencarna e, raras vezes, por parte daquele que fica por aqui. O desencarnante se rebela e não se conforma em ter que se afastar do parceiro e aí começa o retrocesso emocional que desencadeia uma série de dissabores e problemas, para os dois lados.



A pessoa que por aqui fica não deve ficar atrelada a morte da outra, pois deve, isso sim, seguir sua trajetória atendendo a demanda das coisas que são inerentes a própria trajetória, entre elas, depois de atendidas as demandas litúrgicas do zêlo e do bom senso, de ter outra pessoa, se for o caso. Ter outro alguém não significa esquecer aquele que partiu, nem que não possa reestabelecer a relação no reencontro no outro plano. De outro lado, aquele que desencarna deve ter a mesma mentalidade.



A obsessão do desencarnado é mais comum que se possa imaginar. Para evitar seus efeitos nocivos o certo é manter as emoções inabaladas e a razão acima de tudo, pois do contrário as turbulências oriundas das vibrações emanadas da mente do desencarnado serão absorvidas pela mente do encarnado. Existe uma certa facilidade disso acontecer por causa da afinidade entre ambos.



O sentimento de amar é muito forte e por esse motivo as obsessões espirituais entre cônjuges estão entre as mais comuns, talvez seja um dos fatores que mais impeçam o parceiro de se adaptar em uma nova relação. Caso isso aconteça, procure doutrinadores, pessoas e livros esclarecedores, faça o evangelho no lar e, assim, executando e articulando conhecimentos espirituais estará fazendo o outro crescer também, estará em breve saindo da obsessão, pois esta voltará a ser substituída pelos bons sentimentos de paz, de ambos os lados.



Marlon Santos






3 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Sempre me perguntei se existe mesmo esta coisa de "Almas Gêmeas"...
    Quando adolescentes, sempre acreditamos na idéia do "Felizes para Sempre"... Depois de alguns anos de existência, esta parte fica só em final de novelas e comédias românticas!

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  3. Olá Cátia! Sobre seu comentário de Almas Gêmeas, é bem interessante. Apesar de sentir que a pessoa que está comigo não é minha Alma gêmea,tenho algo em meu ineterior que aflora e uma grande necessidade de encontrar minha alma gêmea, porém como saber quando a encontramos, o que sentimos...
    Um assunto interessante e gostaria muito de me interar, só que tem muitas informações que me confundem.
    Abraçooo.

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